Procurador-geral disse no fim de semana que se prepara para indiciar pelo menos 11 executivos das maiores empresas de construção do país, sob as acusações de suborno e lavagem de dinheiro com a conexão com o escândalo de corrupção envolvendo a indústria do petróleo no #Governo da Presidente Dilma Rousseff.

Para avançar com o caso, Rodrigo Janot, o procurador-geral, está abrindo o caminho para um julgamento sobre uma rede de relações ilícitas entre ex-executivos da Petrobrás e a companhia estatal de petróleo, empreiteiros e poderosas figuras políticas no governo de Dilma.

"Estamos seguindo o dinheiro e vamos chegar a todos esses criminosos", disse Janot na noite de sábado em uma entrevista à rede Globo de televisão.

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O escândalo que envolve acusações de subornos para obter contratos com a Petrobrás surpreendeu o mercado comercial no Brasil em novembro, quando a polícia prendeu os executivos e os transferiu para uma prisão no sul na cidade de Curitiba. Se os testemunhos obtidos no caso se confirmarem, será mais um escândalo de corrupção no Brasil.

Divulgações de cada passo no caso estão tremendo os alicerces da Petrobrás, maior empresa do Brasil.

Pedro Barusco, executivo de terceiro escalão da Petrobrás, concordou em devolver cerca de US$ 100 milhões em subornos relacionados com o seu tempo na empresa, uma revelação que poderia classifica-lo entre os maiores receptores de suborno conhecidos na história do Brasil. Augusto Mendonça, um executivo da Toyo Setal, empresa de construção naval, testemunhou na semana passada que ele pagou mais de US$ 23 milhões em subornos diretamente para o Partido dos Trabalhadores e para os executivos da Petrobrás em troca de contratos para a construção de petroleiros.

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Uma nova pesquisa de opinião divulgada no domingo pelo Datafolha, uma conceituada empresa de pesquisas do Brasil, mostrou que 68% dos brasileiros acreditam que Dilma Rousseff é responsável pelo escândalo de suborno.

Mr. Janot, o procurador-geral, ficou sob pressão no fim de semana depois que um relatório na revista Isto É, alegou que ele teria sugerido aos contratantes do negócio que eles iriam aceitar a responsabilidade por algumas atividades ilícitas enquanto efetivamente o governo de Dilma seria isentado de qualquer responsabilidade.

Em um comunicado, o Sr. Janot não refere-se explicitamente o artigo da revista, mas disse que iria resistir às tentativas de desacreditar as investigações dos envolvidos no escândalo de corrupção. Ele acrescentou que iria cumprir com o seu dever constitucional de examinar de forma independente depoimentos e provas no caso da lei brasileira.