Bahia entra na farra da vaca louca que beneficia uma casta formada por 157 ex-governadores e 53 viúvas nas 27 unidades da federação.

A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou por unanimidade emenda que prevê pensão vitalícia para todo ex-governador que tenha ficado quatro anos consecutivos ou cinco intercalados; o valor da pensão será o mesmo da remuneração que o beneficiário recebia no exercício do mandato; Jaques Wagner, que deixa o cargo em 1º de janeiro de 2015, continuará a ganhar R$ 19,3 mil por mês; além dele, serão beneficiados os ex-governadores Paulo Souto, César Borges, João Durval e os próximos comandantes do Executivo baiano. 


Estupefatos e impotentes, os baianos engolem a seco a PEC da vergonha, de autoria do deputado Adolfo Menezes (PSD), feita sob encomenda para beneficiar o próprio Wagner, futuro ministro da defesa do #Governo da presidente Dilma Rousseff. 


No mato sem cachorro encontram-se os baianos por não terem a quem recorrer, uma vez que a Lei foi aprovada por unanimidade e, naturalmente, não vai encontrar nenhum parlamentar disposto a questionar a aprovação ou peitar à Justiça para que esta considere improcedente ou inconstitucional a Proposta de Emenda à Constituição, a PEC-141/14.

Ao contrário do trabalhador comum, que dá duro na vida por, no mínimo, 30 anos para receber o benefício e quando recebe, o valor é menor do que o salário que recebia ao se aposentar, devido ao "fator previdenciário", já os ex-governadores que, por sinal, ex-funcionários públicos como quaisquer outros, com apenas 4 aninhos de trabalho passarão a gozar desse privilégio, livrando-se assim desse infortúnio que infelicita milhões de aposentados brasileiros. 


Diante de tamanho descalabro, nota-se que Constituição Estadual da Bahia se transformou numa colcha de retalho que aceita qualquer tipo de emenda, para isso, basta que exista um deputado desvirtuoso como o Adolfo Menezes (PSB) para que crie as emendas. 


A aprovação dessa pensão vitalícia pela Assembleia Legislativa da Bahia é um tapa na cara de todos os baianos, além de ferir de morte o princípio da impessoalidade, da moralidade e atingir em cheio os norteadores éticos de um governo sério.