Mais uma vez fica provada a falta de capacidade de nosso atual governo ao presentear nossos "hermanos" cubanos com um belíssimo porto novo em folha, com localização mundial estratégica e não ter costurado um acordo com Cuba que garantisse a nosso país a exploração das atividades portuárias por algumas décadas, dessa forma garantindo além do investimento do BNDES, o retorno dos cerca de R$ 240 milhões de reais considerados como fundo perdido.

Essa seria a forma correta de investirmos fora do país, exatamente como trabalham as empresas privadas em sistema de parceria, como por exemplo, fez a Construtora W. Torre com o Palmeiras, para o qual bancaram a construção da nova arena palmeirense e em troca terão o direito de exploração do espaço para shows e eventos durante um período de 30 anos.

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Por outro lado, o clube também lucrará com a bilheteria dos jogos e participação percentual em outras arrecadações.

No caso do porto de Mariel esse tipo ganha-ganha de negociação não ocorreu. O que já estamos observando hoje após as declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, sobre o fim dos embargos à ilha caribenha e reaproximação comercial é só o começo da realidade de quem realmente ganhará bilhões com a economia cubana.

Do outro lado do mundo, o presidente russo Vladimir Putin também já lançou sua oferta ao declarar um perdão de dívida para Cuba de cerca de U$ 35 bilhões de dólares que já se arrastava há décadas em troca de ser o verdadeiro parceiro cubano nessa empreitada.

Com isso podemos concluir que ficaremos de fora dessa guerra fria entre EUA e Rússia e que após "roermos o osso" para ajudar o regime dos Castros, que são considerados quase como irmãos pela nossa Presidente Dilma Roussef e seu antecessor Lula, ficaremos que nem cachorros na frente da máquina de assar frangos, observando uma das duas potências saborear o filé!

Fica dessa forma minha indagação: Cadê o companheirismo dos seus colegas cubanos agora, cara Presidente? Após tantos anos de parceria entre o governo brasileiro e o governo cubano, após tantos investimentos, mais médicos e outras tantas, não seria hora dos "hermanos" retribuírem?