Após mais de 6 meses de intensa repercussão, escândalos, delações premiadas, movimentos de protestos com o povo indo às ruas para reclamar por justiça, questionamentos nas eleições presidenciais nas quais foi difícil driblar esse assunto, finalmente o relatório final, produto da comissão constituída para conduzir as investigações, está no término do processo de elaboração. Na próxima quarta-feira, 10 de dezembro, a nossa ansiedade estará satisfeita com a conclusão do relatório da CPI da Petrobrás. Será?

Após diversas investigações que envolveram:

  • Suspeita de recebimento de propina por políticos;
  • Suspeita de recebimento de propina por funcionários de empresa Holandesa;
  • Compra de refinarias: Japão e Pasadena (Estados Unidos);
  • Apurações do TCU sobre irregularidades de contratos, objeto de licitações;
  • Operação Lava Jato;
  • Ingerência política em cargos da Petrobrás;
  • Perdão de dívida da Venezuela.

Apenas quatro eixos de investigação estão contempladas nesse relatório:

  • Compra da refinaria de Pasadena;
  • Propinas recebidas por funcionários;
  • Superfaturamento na construção de refinarias; e
  • Falta de segurança nas plataformas.

Tema recorrente na imprensa e objeto de delações premiadas, de acordo com a agência Senado, a operação lava jato não fará parte desse relatório que será apresentado na quarta-feira.

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Segundo o relator interino da CPI, deputado Afonso Florence, não é possível antecipar se o relatório ficará incompleto, uma vez que desconhece o conteúdo da delação premiada em que a lavagem de dinheiro não se restringe à Petrobrás, abrangendo também outros espaços da economia.

Dos 913 requerimentos apresentados pelos parlamentares, 460 não foram apreciados e 450 foram aprovados. Dos 347 requerimentos de convocação, 199 não foram apreciados. Dos 182 requerimentos referentes à quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico, 151 não foram apreciados e dos 27 requerimentos de convites, 10 não foram apreciados.

A CPI da Petrobrás foi instalada em maio de 2014, com prazo definido de 6 meses para apresentação do relatório final. Composta por 13 titulares, 8 suplentes, presidida pelo senador Vital do Rêgo, do PMDB-PB, cujo nome foi recém aprovado pelo Senado para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União e tendo como relator da comissão, deputado Marco Maia, do PT- RS, que está afastado temporariamente de suas atividades devido a um acidente de moto.

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Qual será o desfecho desse relatório? Terá sucesso ou de fato será necessária a instalação de uma nova CPI da Petrobrás com mais amplitude, no próximo ano? #Governo #Crise