Antes mesmo de 2015 começar e o "novo" governo tomar posse, Dilma Rousseff já fazia previsão de cortes de gastos para a nova gestão. Cortes de despesas administrativas não prioritárias de 39 ministérios e secretarias especiais foram efetuados já no começo de janeiro, implicando em um corte de R$ 22,7 bilhões. A preocupação em equilibrar as contas do governo vem sendo amplamente discutida, uma vez que direitos previdenciários e trabalhistas também passaram pela malha fina do governo.

O decreto que coloca em prática os cortes do governo foi publicado hoje (8) de janeiro, e representa um montante mensal de R$ 1,9 bilhão, contudo, pode ser alterado até a aprovação do orçamento do ano de 2015, já que o Poder Legislativo só voltará às suas atividades a partir de fevereiro.

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Um dos ministérios que teve maior percentual de corte foi o da educação, correspondendo a 31%, seguido do Ministério da Defesa com 8%, das Cidades com 7%, do Desenvolvimento Social com 7%, da Ciência e Tecnologia com 7% e com menor corte o da Fazenda, com 6%. Outros ministérios corresponderam a 33%.

Os cortes estão baseados em despesas de custeio, não sendo inseridos gastos com pessoal, benefícios de aposentadoria e assistenciais, além de outros gastos que são indispensáveis e priorizados. Diante de tais cortes, temos que analisar que, entre tantos outros ministérios e secretarias, com tantos problemas na educação, como melhorias com escolas e salários de professores, como o governo pode bloquear R$ 7 bilhões da Educação por ano? Será que não é prioridade desenvolver a educação e a informação para possibilitar maior desenvolvimento dentro do país?

Todos esses cortes foram necessários pelo fato de o ano se iniciar sem a aprovação da Lei Orçamentária.

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Além disso, frente ao avanço da economia e ao atual cenário fiscal em que se encontra o país, incertezas rodeiam a conjuntura da futura economia brasileira. A justificativa de tais abatimentos faz-se pelo fato de amenizar a dívida pública, estimando poupar com todos os vetos orçamentários divulgados pelo decreto, cerca de R$ 66,3 bilhões. Mas, esse é só o começo de uma era de cortes de despesas. Tributos serão aumentados e o povo verá o quanto custou o voto das urnas! #Opinião