Aloizio Mercadante, Ministro da Casa Civil desde 2014 e comumente chamado de "primeiro-ministro" de Dilma Rousseff negou qualquer possibilidade de ser o candidato à presidência em 2018. Ele disse, na verdade, que o PT tem apenas uma referência para as próximas eleições: Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais do que uma referência dentro do partido, Mercadante afirmou que Lula também é seu candidato - e que sempre foi assim. Disse também que ninguém discute sobre isso dentro do PT e que, além disso, Lula é o candidato do coração da militância do partido, o que indica mais força em 2018.

Os boatos de que Aloizio Mercadante poderia ser o próximo candidato à presidência do PT começaram após a presidente Dilma Rousseff conseguir a reeleição.

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Pessoas dos bastidores, entre os dirigentes do partido, começaram a imaginar que ele começaria a usar a Casa Civil para construir o seu caminho e candidatura ao Planalto. Mas ele reafirma que seus planos são outros.

Mercadante garantiu que deve sair da vida pública. Ele afirmou que já dedicou muitos anos de sua vida para melhorar a vida pública e o país e lembrou que se tornará avô pela segunda vez em breve. Por isso, ele deseja passar muito tempo com os seus netos, algo que não conseguiu fazer com os seus filhos por causa da vida pública de até então.

O Ministro já é um petista histórico, mas só conseguiu mais espaço no partido a partir do primeiro mandato de Dilma. Ele diz que isso se deve, principalmente, ao fato de que o Senado era mais difícil, pois o partido ainda era minoria e a oposição, forte.

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Ele também negou que as relações com o ex-presidente estejam estremecidas. Segundo Mercadante, Lula não o tratou com frieza no dia de posse de Dilma, em 1 de janeiro de 2015. Ele afirmou que recebeu um "abraço fantástico" do ex-presidente.

Nos bastidores do #Governo, o que se afirma é que Mercadante começou a ganhar espaço e confiança ao se mostrar semelhante ao estilo de Dilma de governar quando ela ainda era ministra de Lula, pois ela sempre demonstrou muita lealdade e obediência. Para explicar o seu recente protagonismo nos bastidores do governo, ele diz que seu trabalho nos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia foram bem sucedidos.