Em seu discurso anual, proferido no Capitólio da Casa Branca, em Washington, DC, nesta última terça-feira (20), Barack Obama, o presidente americano, destacou primeiramente o ataque sofrido pelos Estados Unidos da América em 11 de setembro de 2001, no World Trade Center, que desencadeou uma profunda depressão econômica e uma intensa guerra contra o Afeganistão. Segundo o presidente, "esta página está virada", e os americanos podem se orgulhar de serem os habitantes do planeta Terra mais aptos a "escrever o próprio futuro".

Completamente cercado de seus opositores republicanos, o presidente fez diversos apelos para que unissem esforços para alcançarem coisas que são de interesses gerais e comuns de toda a nação.

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Destaque para o fim do embargo à Cuba, que, aliás, teria uma reunião exclusiva com o gabinete presidencial no dia seguinte ao do discurso. Segundo o presidente, "quando alguém faz algo que não funciona durante cinquenta anos, é chegada a hora de testar algo novo", e falou também num estreitamento das relações internacionais, quando afirmou que isso seria "o fim de um legado de desconfiança em nosso hemisfério".

Entre outras coisas, Obama disse que deverão ampliar os esforços e o apoio dado às chamadas Comunity Colleges, ou Faculdades Comunitárias; defendeu também o favorecimento do acesso às redes de alta velocidade, e também melhorar o acesso à propriedade. Nessa mesma linha, fez um discurso apaziguador, onde salientou a importância da classe média na economia. "Aceitaremos uma economia onde apenas alguns poucos de nós vão espetacularmente bem? Ou vamos nos comprometer com uma economia que gera renda e oportunidades crescentes para todos que se esforçam?", emendou, dando uma pequena demonstração de sua poderosa retórica aos entusiasmados ouvintes na capital americana.

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Foi um longo discurso, que abordou os mais amplos temas pertinentes à política e à economia do país. No que se refere ao combate ao #Terrorismo, pregou uma linha de ação um pouco diferente da que vem sendo utilizada desde a época de George W. Bush, afirmando, "Em vez de sermos arrastados para uma nova guerra no Oriente Médio, estamos liderando uma ampla coalizão, que inclui nações árabes, para desgastar e finalmente derrotar este grupo terrorista".

Fonte: Agência UOL Notícias. #Governo