Interesses do país e dos membros do povo estão em jogo no momento. As atenções se voltam para acompanhá-los. Ou para ignorá-los. Interesses que se confundem com os dos jogadores. Ou que separam uns dos outros. Estamos em campo ou na arquibancada? Um fato é essencial: seria bom que a arquibancada não ficasse inteiramente vazia. Tomemos nosso lugar por este modesto artigo.

Eleição das mesas diretoras do Congresso

O jogo fica fácil para o governo pelo seu poder. Ministros e membros do governo são trunfos que pressionam líderes de partidos como PP, PR e PRB para que se juntem ao partido oficial, apoiando Arlindo Chinaglia (PT-SP) para presidente da Câmara.

Publicidade
Publicidade

O PSD está coeso, graças ao agora Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, convertido pela ascensão ao poder em razão de acordo com a presidente. Kassab ainda tem a nobre e honrada missão de aliciar parlamentares e enfraquecer partidos para apoio ao governo. E causa ódio a políticos.

Jorge Viana (PT-AC), por exemplo, ao afirmar que o PT está em suspeição porque há um julgamento em curso, acrescenta: "Precisamos nos reinventar antes de sermos condenados pela população". Essa reinvenção inclui apoio do Congresso?

Outro petista, comentando a participação de ministros na eleição da presidência da Câmara de Deputados, disse que o importante não é a eleição dia 31, e sim depois. E acrescentou: "O mundo não acaba no dia 1º. O mundo real começa no dia 2". Alerta para Kassab.

Um lembrete: a maioria de parlamentares do PP já está comprometida com Eduardo Cunha, do PMDB (36 deputados).

Publicidade

Haverá mudança?

Na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que antes apregoava independência, disse a parlamentes do PSDB, em São Paulo, que não fará oposição ao governo. Isso os sensibiliza a que votem nele? Sobre a pressão que o governo fará sobre os parlamentares na votação, disse que o voto secreto o ajudaria.

No Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), candidato indefinido, trabalha em reuniões com os seus aliados. O objetivo das reuniões é criar um clima propício a uma reeleição sem concorrentes. Já teriam causado a desistência da candidatura de Ricardo Ferraço (PSB-SE). Agora, os alvos são os pemedebistas Luiz Henrique (ES) e Waldemir Moka (MS). Quadro indefinido.

Valadares teme perder o acordo com o PMDB de indicar um membro da mesa diretora, se for candidato e perder. A oposição pode apoiá-lo? Um outro nome confiável dentro do PMDB também seria bom para PSDB e DEM. Confirmações e mudanças em jogo fechado.

Dilma e o ajuste fiscal

A presença de Joaquim Levy fazia parte de uma estratégia através da qual o governo tivesse alguém com o gabarito de saber implantar medidas eficazes para reverter o quadro negro que se avizinhava.

Publicidade

E fosse o causador das "desgraças" pela reversão. Conveniência doméstica combinada de protagonistas e partidários para aliviar a insatisfação.

Dentro da estratégia, a presidente Dilma saiu do ar. Não era ela, eram os outros que acharam melhor fazer como faziam. Mudança de responsabilidade.

Continua no próximo artigo. Assuntos quentes! #Justiça #Lava Jato