Ao assumir no Itamaraty, a sede da diplomacia brasileira, o novo chanceler Mauro Vieira definiu como prioridade "expandir e consolidar o acesso do Brasil a todos os mercados do mundo." Sem ser explícito, a declaração revela o "pragmatismo" que regem as relações diplomáticas no segundo mandato de #Dilma Rousseff. Não por acaso, o chefe da Casa Aloizio Mercadante ministro Civil confirmou ontem que a presidente irá a Washington em visita oficial até setembro. 
O local e o momento do anúncio foi no coquetel de recepção das 70 delegações estrangeiras, nesta quinta-feira onde foram homenageados na Chancelaria. 

A aposta é a construção de relações mais estreitas com o #Governo democrata de Barack Obama. Um dos intuitos está no pragmatismo comercial para ser a nova "linha mestra" o Itamaraty está meio apreensivo com o governo dos Estados Unidos a desde o escândalo de espionagem descoberto no final de 2013. Mas outras causas devem ser discutidas na nova situação continental, desde a restauração das relações diplomáticas entre Washington e Havana. 

Tentativas de Obama para toda aproximação possível à Cuba

O gesto dos EUA foi bastante explícito quando a 26 de outubro ele chamou Rousseff para felicitá-la por sua vitória. Era o momento de expressar a sua expectativa de melhorar a "cooperação" entre os dois países e convidá-la a uma visita em Washington . A Mídia brasileira afirma que o "charme" de Biden quebrou o gelo. De acordo com jornais locais, o presidente acredita que o vice-presidente americano é um"sedutor." 
À medida que o novo chanceler Vieira, cujo juramento foi acompanhado pelo ex-ministro da área, Antonio Patriota, este garantiu que a partir de agora vai reforçar em suas iniciativas de gestão " uma possível ajuda para o setor produtivo brasileiro e atrair investimentos. " 
A verdade é que, para Dilma em seus discursos nesta quinta-feira a questão mereceu apenas uma menção passageira. E talvez, quem sabe, um pouco mais de espaço para uma agenda de acordos bilaterais. 
Monteiro, por exemplo, disse durante uma conferência de quando ele era chefe da Confederação Nacional da Indústria que diplomacia brasileira precisava de ser "mais pragmática". De acordo com o diário valor econômico lembrou na edição de ontem, o ministro havia afirmado que pretende desfazer relações com o Mercosul nas negociações internacionais com outros países , ou seja, acordo de livre comércio entre outros países. 
Vieira, em seu discurso fez uma referência específica às relações com os sul-americanos. Mas foi nos seguintes termos: "Vamos seguir um princípio básico de que os nossos interesses estão geograficamente interligados. E, por tanto , não podemos ser contraditórios uns com os outros e aceitar exclusão."