O advogado de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da #Petrobras, declarou que o pedido de intimação de Dilma Roussef será retificado. Edson Ribeiro afirmou que o documento de intimação foi protocolado na Justiça Federal do Paraná na tarde dessa segunda-feira, porém o nome da presidente da República será tirado da lista.

A princípio, o nome de Dilma foi incluso na lista de testemunha porque a defesa concluiu que se o Conselho de Administração da Petrobras é chefiado por Dilma, a mesma tem responsabilidade pelos contratos que foram firmados com a finalidade de construção de navios-sonda. Cerveró é acusado pelo MPF de ter recebido propina em pelo menos dois dos contratos que foram firmados pela Área Internacional da Petrobras.

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Depois de protocolar a lista de testemunhas, o advogado de defesa conversou com Cerveró, na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde continua preso. Cerveró, até então, não tinha conhecimento dessa lista e declarou que os contratos foram feitos pela Área Internacional, sem o Conselho de Administração, ou seja, sem o conhecimento de Dilma. Ribeiro e Cerveró entraram no consenso que Dilma não colaboraria muito com seu testemunho, pois não tinha conhecimento de nada.

A lista conta com José Carlos de Lucca, presidente da Barra Energia e ex-presidente da Petrobras; Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás; Ricardo Mucci, atual consultor e ex british gás; Eloy Fernàndez y Fernandez, presidente da ONIP; Luiz Carlos de Lemos Costamilan, conselheiro de Administração da Queiroz Galvão; Hercules Tadeu Ferreira da Silva, aposentado da Petrobras e Álvaro Teixeira, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo.

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Fora esses nomes, Ishiro Inagaki deve ser incluso na lista.

Motivo das acusações

De 2003 a 2008, Cerveró foi diretor da Área Internaciona, ainda no governo de Lula. No governo de Dilma, ele ficou a frente da parte financeira da Br Distribuidora e foi demitido em março do ano passado.

Cerveró é acusado de receber propina em pelo menos dois contratos que foram firmados pela Petrobras no valor total de 40 milhões de dólares.