Segundo o jornal "Folha de São Paulo", o doleiro Alberto Youssef - uma das figuras mais investigadas pela Polícia Federal no caso de corrupção da Petrobras - poderá receber uma recompensa de R$10 milhões, caso colabore com as autoridades na recuperação dos recursos desviados da estatal.

A "recompensa" funcionaria da seguinte forma: se o doleiro Youssef colaborar com a Polícia Federal e MPF (Ministério Público Federal) na investigação e seguinte recuperação dos R$500 milhões desviados, teria direito à 2% desse valor, ou seja, R$10 milhões, como forma prevista em uma taxa, pré-acordada, de delação premiada.

Outros investigados na Operação #Lava Jato possuem acordo de delação premiada com as autoridades, sendo que apenas Youssef teria direito ao valor em questão.

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Ressalta-se que, mesmo colaborando com o acordo, Alberto Youssef responderá pelos crimes que cometeu e poderá perder alguns de seus não poucos bens, avaliados em mais de R$40 milhões de reais.

A Operação Lavo Jato teve início em março de 2014, conta com 7 fases de investigação, que busca desvendar o grande esquema que envolve lavagem, corrupção e desvio de dinheiro, com a participação de grandes empreiteiras do Brasil - e políticos.

Alberto Youssef, ex-vendedor de pastel e vendedor de produtos eletrônicos contrabandeados do Paraguai, antes de exercer a função de doleiro, foi um dos primeiros a ser preso.

Ele foi preso ainda outras 8 vezes, sendo uma das mais conhecidas a pelo envolvimento no caso Banestado, um dos maiores escândalos de remessa ilegal de dinheiro, no Brasil.

Logo depois de Youssef, houve a prisão do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que vinha sendo investigado pelo MPF (Ministério Público Federal) desde 2006, por suspostas irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos USA.

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Já a PF (Polícia Federal) passou a investigá-lo quando Costa ganhou um carro de luxo de Youssef.

Assim como Youssef, Paulo Roberto Costa assinou com o MP um acordo de delação premiada.

Em seus depoimentos, Costa afirmou que há um esquema de pagamento de propina que envolve partidos políticos, para"encher" os cofres, como PT, PMDB e PP.

Alguns empresários, todos milionários, assinaram acordos de delação premiada e já prestaram depoimentos.

Ao todo, das denúncias oferecidas pelo MPF, 39 foram acatadas e todas essas pessoas são, hoje, rés.

Sérgio Moro, Juiz Federal do Paraná, é responsável pelas ações penais da Operação Lava Jato, nos casos em que não há envolvimento de políticos, que são julgados pelo STF, por possuírem foro privilegiado.

O acontecimento mais recente no Lava Jato é a prisão do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, que já estava detido desde 14 de janeiro.

Na delação, Paulo Roberto Costa revelou que Cerveró teria recebido R$1,5mi para facilitar a compra da refinaria de Pasadena, o que causou um prejuízo de algo em torno de R$800 milhões.

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Agora é esperar, e acompanhar os próximos capítulos de tanta falcatrua e corrupção, em nosso Brasil, o "pais do futuro".