O Projeto de Lei 001/2015, que visa "apenas" disciplinar os recursos da Contribuição da Iluminação Pública - CIP e outras 'cositas más' pode até nos parecer inocentes ao lermos e até nos parecer vantajosos. Porém, há algo de estranho no reino da Dinamarca, ou melhor dizendo, há algo de estranho no governo canindeense.

O PL 001/2015 fala em Recuperação da CIP (Contribuição da Iluminação Pública) dos últimos 5 anos dos órgãos públicos. É, seria interessante, se não houvesse algo de podre no ar. No artigo 12, da lei 1772/2002 do município de Canindé há a classificação de isentos da CIP, e entre eles estão o Município e suas autarquias, fundações e empresas públicas.

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Agora meu caro leitor, me diga, se você tivesse uma empresa e ela fosse isenta de algum imposto, porque você iria, anos depois, pedir para pagar esses impostos? Não faz sentido. Aliás, para nosso prefeito, faz sentido sim.

No início do ano, o Ministério Público Estadual, através da Promotora de Justiça Lucy Antonelli entrou com uma ação contra o prefeito de Canindé Francisco Celso Crisóstomo, em que pede o ressarcimento dos valores da CIP que foram usados indevidamente pelo gestor municipal.

Agora sim, entende-se o porquê desse projeto, ele busca regularizar o pagamento desse valores pedido pelo Ministério Público... Mas só que, quem deve pagar por isso, não é a população e sim o prefeito, que usou irregularmente o dinheiro destinado à lâmpadas, reatores, luminárias, fios, conectores, caixas de comando, parafusos, cintos, etc.

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Esse dinheiro pode até não vir nas contas de luz, porém, ela será paga com nosso dinheiro, dinheiro esse que deveria ir para a educação, para a saúde, para os funcionários, para a cultura que tanto agoniza em Canindé.

Como pode, um governo que fala tanto que o município tem dívidas e por isso não paga seus servidores, abrir um projeto de lei para pagar impostos? É, quando político pede para pagar impostos, pode ter certeza, há algo estranho.

Você mora nessa cidade? Já tinha lido algo a respeito? Qual a sua opinião?