Foi em seu primeiro discurso como Ministro da Fazenda que o economista Joaquim Levy declarou que o povo brasileiro sofrerá novos aumentos de tributos, principalmente sobre a gasolina e energia elétrica justamente dois dos principais produtos de primeira necessidade ao qual existe a maior precisão e que são essenciais para o seguimento do cotidiano.

Ao discursar o ministro destacou que benefícios fiscais como desonerações, por mais atraente que forem sofreram as consequências consideradas, em caso contrario "essa seria a formula para o baixo crescimento endêmico".

Nada foi detalhado, só disse que possíveis ajustes em alguns tributos serão considerados, querendo dizer que: precisam aumentar a poupança doméstica, também reduzir o desbalanceamento setoriais da carga tributaria.

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Levy lançou aos ares vários recados, afirmando que o uso do tesouro não serve para contornar necessidades e não poderia ser usado como foi até agora, "é uma ilusão que só enfraquecerá a economia".

Em seguida voltou a reafirmar que a prioridade é o reajuste dos preços administrados pelo governo, gasolina e energia elétrica que há dois anos são subsidiados pelo tesouro.

Joaquim Levy assumiu, mas não recebeu a pasta do antecessor Mantega, que esteve à frente do ministério por longos oitos anos e nove meses, Gaffarelli, ex secretário-executivo transmitiu o cargo.

Levy é formado pela Universidade de Chicago (EUA)  que é o ninho do pensamento neoliberal e por isto era criticado por Mantega publicamente.

A posse foi uma festa prestigiada no auditório do Banco Central, onde estiveram presentes os grandes do meio político.

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Após a cerimônia Levy falou que não há previsão para que o governo alterne o indexador da dívida dos Estados com a União.

O ministro reconhece a importância sobre este assunto, porém não se pronunciou sobre decisões. Aprovado pelo congresso e sancionada pela presidente em novembro, a legislação autoriza o governo federal a trocar o indexador que corrige as dívidas atuais e como a lei apenas autoriza a serem feitas as mudanças, Estados e municípios pretendem em separados negociar as revisões dos contratos.