Se de fato a política atinge sensivelmente a economia, pode-se concluir que o que acaba de nascer no Brasil com o novo mandato de #Dilma Rousseff não estaria de acordo entre o #PT de Lula da Silva e o PSDB, oposição ferrenha de Fernando Henrique Cardoso. Quantas diferenças ideológicas poderiam se esconder por trás dessas letras, PT e PSDB?

A questão está nesse novo capítulo. Foram nomeados os novos componentes para o gabinete de Dilma para o seu segundo mandato, entre eles a figura do Ministro das Finanças, Joaquim Levy. Esse homem já fazia parte do elenco do PT durante o primeiro mandato de Lula da Silva, que ingressara em 2003 como secretário do Tesouro.

Publicidade
Publicidade

Um movimento astuto centrista de Lula de deixar claro que além dos discursos, a sua proposta não era contra os mercados. A estratégia deu resultado e permitiu-lhe avançar o seu próprio programa de apoio social e expansão da classe média, com o incentivo para o crescimento que atingiu picos de 7,5% . Agora a presidente segue o mesmo caminho na perspectiva dos mercados, mas acrescenta uma nova dimensão: Ao converter Levy como ministro, já não procura convencer com suas intenções, mas mostra nitidamente quais são seus objetivos.

Versátil, o novo funcionário, além de ser um dos homens fortes de Lula, foi também da equipe do #Governo de Fernando Henrique Cardoso, quando ocupou a Secretaria de Política Econômica. Nesse papel, ele aprofundou seu relacionamento com Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e até recentemente o principal conselheiro do candidato de oposição Aécio Neves que quase tira o poder do PT.

Publicidade

Dilma o derrotou por uma margem estreita no segundo turno em outubro passado. Mas lembre-se que a campanha foi um cruzamento furioso em que Dilma e seu mentor Lula advertiram os eleitores, especialmente no nordeste pobre, que ganhariam aumento de impostos e taxas caso Aécio fosse eleito, e que ainda seriam cortados programas sociais, incluindo subsídios e sistema de crédito. Pois parece que o terrorismo que Dilma e o PT pregavam contra seu oponente nas campanhas, vem se fazendo realidade no seu próprio mandato, pois apenas 72 horas depois de sua reeleição a presidente elevou as taxas para 11,25%, e o ministro das Finanças Guido Mantega restringiu o acesso ao seguro-desemprego e endureceu os requisitos para o benefício de pensão por morte atrás de uma economia de US $ 6.000 milhões.