O aumento do salário mínimo, cantado desde antes da virada de ano, acabou sendo um dos primeiros focos de incêndio do segundo mandato de Dilma. Ao tomar posse no cargo de Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa disse coisas que desagradaram à ocupante do cargo maior do Brasil, e ela, rapidamente, já mandou o subordinado desdizer o que havia dito.

As fórmulas que regem a política salarial do nosso Mínimo foram o alvo da querela. Mas podia ter sido qualquer coisa, até os dizeres impressos no capacho do escritório do Ministro. Podia estar lá: “Limpe os pés” ou “Bem Vindo”, mas o fato de já haver desentendimento entre os integrantes da alta cúpula, indica, infelizmente, que vamos viver maus pedaços no futuro que vem por aí.

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Se o Ministro do Planejamento proferiu dizeres sem planejar... Deduz-se que em breve teremos outro ocupante no cargo. Esperemos que isso não aconteça, afinal, pior que haver alguns desentendimentos no grupo é haver incompatibilidade de gerências. Vamos torcer para que o ocorrido tenha sido somente um pequeno ajuste de conduta entre a equipe que está começando a dirigir nosso futuro pelos próximos quatro anos, em um momento no qual o  horizonte não se apresenta tão favorável.

A presidência é dela. De novo.

Não estamos, nem podemos estar, em posição de criticar a posse de Dilma. Ela foi eleita dentro das regras de um jogo, já estabelecidas e conhecidas de todos nós. Muitos não gostaram do resultado, o que é extremamente normal e saudável dentro de uma democracia, mas o que não pode acontecer é torcer para que dê tudo errado.

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O que der errado não vai atingir somente a ela, eleita, nem aos seus eleitores. Atingirá a todos os brasileiros, portanto, o ideal é que ela saia da presidência, daqui a quatro anos, legalmente como entrou, e que ainda possamos jogar o jogo da democracia, pela qual elegemos nossos representantes.

Na hora que nos vemos como Nação, pouco importa quem esteja no comando, pois, o que queremos é que cheguemos a um lugar certo e seguro sob aquela administração. Nossas divergências pessoais e ideológicas devem ser trabalhadas de forma mais racional e imparcial possível quando o que está em jogo é o nosso futuro. Precisamos saber ser políticos, pois, política é a arte de gerenciar discordâncias.

Que o Planalto consiga segurar a onda na qual foi colocado, e saiamos todos, bem dessa e de outras crises que, certamente, surgirão. #Governo #PT