Em entrevista dada nessa quarta-feira (14), pela primeira vez o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assumiu que o estado tem racionamento de água. Desde o início de 2014 quando a crise hídrica começou o governador sempre negava o racionamento, mas dessa vez falou que ele começou quando a retirada de água do Sistema Canteira teve que diminuir, devido à determinação da Agência Nacional de Água (ANA). Após isso, a retirada e água que era de 33 metros cúbicos por segundo passou a ser 17.

Essa declaração ocorreu após uma liminar proibir a cobrança de multa para clientes que gastassem mais água do que a sua média anterior. De acordo com essa decisão judicial, era necessário primeiro decretar o racionamento para depois usar de práticas como a tarifa de contingência.

Nesse mesmo dia, pela primeira vez a companhia responsável pelo abastecimento de água, a Sabesp, admitiu que a Região Metropolitana está com a pressão de abastecimento de água reduzida. Um mapa foi divulgado ilustrando os pontos mais afetados.

O Sistema Cantareira leva água mais de 6 milhões de pessoas. Sua capacidade é de 1,46 trilhão de litros, mas nessa quarta-feira (14) terminou o dia com 6,3% desse volume.