Graça Foster, presidente da Petrobrás, se pronunciou através de uma nota oficial enviada pela assessoria de imprensa da estatal sobre as declarações de Edson Ribeiro, que representa o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. A nota diz que todas as informações patrimoniais da presidente Graça Foster foram informadas ao TCU ( Tribunal de Contas da União) em Agosto de 2014 e que as movimentações dos bens patrimoniais da presidente não são indevidas, e que são obedientes às legislações patrimoniais.

Em nota também divulgada pela estatal sobre a prisão preventiva de Nestor Cerveró, foi afirmado que se cumpriu a lei por prática de ocultação e dissimulação de bens (valores e imóveis para familiares) que se relaciona aos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

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Em nota, a procuradoria diz que Nestor Cerveró transferiu bens imóveis e valores aos seus familiares e que são valores nitidamente superfaturados.

Nestor Cerveró foi preso ao desembarcar no aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Ele é alvo da Operação Lava Jato que investiga o esquema de corrupção da Petrobras na compra da refinaria de Pasadena. Cerveró participou ativamente da compra dos primeiros 50% da refinaria e foi apontado como responsável pelo então prejuízo.

Graça Foster, presidente da estatal, também era diretora na época da compra dos outros 50% da refinaria de Pasadena, mas não é alvo e nem foi indiciada na Operação Lava Jato. No entanto, um dia depois, após o jornal O Estado de São Paulo anunciar o posicionamento da presidente da república Dilma Rousseff no qual ela diz que concordou com a outra metade da compra da refinaria, Graça Foster também doou seus bens imóveis aos seus filhos.

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O advogado de Nestor Cerveró diz que a justificativa do Ministério Público Federal para prender seu cliente deveria ser imposta a Graça Foster, uma vez que os dois fizeram transações igualitárias de transferência de bens a familiares e que se o MPF não o faz, não está cumprindo com as suas obrigações.

Breno Brandão, outro advogado de defesa de Nestor Cerveró, pedirá a revogação da prisão e diz estar confiante. O pedido será feito pelo advogado Edson Ribeiro no Tribunal Regional Federal da 4º Região em Porto Alegre, RS.

O depoimento marcado para hoje, quinta-feira dia 15/01, deu início às 9h. O advogado de defesa a princípio disse que seu cliente ficaria calado, porém houve uma mudança no comportamento da defesa depois que o delegado responsável pelo caso afirmou que as perguntas seriam feitas sobre as movimentações financeiras e imobiliárias de Cerveró.

O advogado afirma e reforça que desde abril de 2014 seu cliente se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos e que todas as suas viagens eram avisadas ao Ministério Público Federal e à #Justiça Federal, inclusive fornecendo sempre o endereço de onde ficaria hospedado.