A pena de morte é uma punição extrema, degradante e desumana. Viola o direito à vida, a dignidade da pessoa humana, os direitos humanos e tira o valor da vida, sendo que é algo que não tem preço.

Em muitos países, os governos justificam a utilização da pena de morte alegando que esta previne a criminalidade. Contudo, não existe qualquer prova de que esse método seja mais eficaz na redução do crime do que outras punições severas. É óbvio que não é correto resolver violência com violência. Se alguém quer dar exemplo, deve fazer a diferença, não punir com a mesma "infração", e sim com uma forma mais severa. Não é porque alguém matou que ele deve ser morto, e sim ser punido de uma forma severa ( pois não cabe à nenhum ser humano tirar a vida, somente Deus pode dar e tirar a vida ).

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Que ela entenda que se cometer aquele crime novamente, será punida ( de forma mais rigorosa, é lógico ) novamente e pagará pelo crime que ela cometeu.

Pois até hoje não há comprovação que a pena de morte tenha provocado diminuição considerável dos delitos vinculados, nem que tenha impedido a atuação de pessoas na prática dos crimes cominados com essa pena capital. Em todos os países onde a pena de morte foi autorizada, a criminalidade não caiu. Em um determinado momento, ela pode até ter oscilado, mas o resultado científico de verificação, após a observação do que realmente acontece como reflexo da implantação da pena de morte, em nada altera os índices de criminalidade. Esses oscilam por outros motivos. Portanto, diante dessa constatação de que a pena de morte não inibe o avanço da criminalidade, chegamos à conclusão que não é correto resolver violência com violência e não é a forma mais eficaz, nem a verdadeira garantia de segurança .

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É nítido, que o Constituinte , ao vedar a pena de morte como regra em sua Lei Maior, tem por base os princípios norteadores que caracterizam um Estado Democrático de Direito, o princípio da dignidade da pessoa humana e o princípio do direito à vida. Ademais, a pena de morte é construída a partir do instrumento da resistência com finalidade de proteção do Estado, ou seja, quando envolve a segurança nacional.

Os direitos humanos, tidos como conquista histórica dos homens na trajetória da regressão penal, são diretamente atingidos. A doutrina humanística assenta que o regresso do direito é o verdadeiro chancelamento do absolutismo estatal.

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todas as pessoas e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.

Se o mundo caminha para uma condição de elevado risco para a sobrevivência e integridade da espécie humana com o paradoxo de ao mesmo tempo em que pode dispor de meios para eliminar a fome e a pobreza, também pode eliminar muitas vidas, alguns direitos e obrigações, coloca em dúvida algumas garantias da humanidade.

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Contudo, o desenvolvimento humano é inexorável, mas não deve atingir valores contra a dignidade da pessoa humana e o direito à vida, que não deve ser respeitado somente pelo fato de constar na Constituição, mas também por ser uma atitude humana, sem violência exagerada e punição acima do delito, ou seja, a pena de morte.

A pena de morte é instituto jurídico que se funda na ideia de eliminação como forma de solução, desprezando os meios proporcionais de resolução de conflitos. Do ponto de vista dos Direitos Humanos, é unânime o entendimento de que a vida é um direito básico e essencial a todo ser humano.

Portanto a vida humana é indisponível para os Estados e a pena de morte seria um retrocesso em relação a isso. O Estado foi criado para proteger a vida e os bens comuns dos cidadãos, e o mesmo não tem direito a eliminar uma vida, pois isso seria contraditório com sua missão e seria um desrespeito à dignidade da pessoa humana e ao direito à vida.