A palavra da semana no Brasil é "#Impeachment". Ninguém está muito interessado em saber se é viável ou não. Se é legal ou não. Se a Dilma cometeu crime ou não. Praticamente todos os eleitores que votaram no derrotado candidato da oposição, Aécio Neves, sentem-se - no mínimo - confortáveis com a possibilidade de queda da presidenta. O próprio Aécio disse nesta semana que "não é crime nenhum falar sobre o assunto". E Dilma, um tanto pressionada pelos adversários - e por gente do próprio partido, que espera dela uma reação -, tem se comportado de forma muito discreta.

Aqui para nós, a corrupção no Brasil, mais especificamente dentro da Petrobras, vem de muito longe e todo mundo sabe que esse "elefante" - superlucrativo e supercobiçado - faz brilhar os olhos de muita gente… no Brasil e no mundo. A disputa pelo controle dessa gigante do petróleo vai ser violenta, e difícil vai ser a tarefa da presidenta de responder a seus adversários com força, proteger a estatal de corruptos e corruptores e, ainda, convencer sua base eleitoral - frustrada com o ministério conservador montado pelo governo - a comprar essa briga imensa. Uma tarefa quase impossível. A operação Lava Jato está prestes a cair (com a ajuda de toda a mídia local e do falso moralismo da direita brasileira) apenas no colo da Dilma. E não há colo, no Brasil, que suporte tamanho desafio. A conferir.