Começou a ser decidido nessa quarta-feira (11), na Itália, a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. Ele foi condenado pela #Justiça brasileira a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato, no processo conhecido como Mensalão, mas acabou fugindo para Itália com passaporte falso.

Sem a presença de Henrique Pizzolato, que não compareceu a audiência na corte de cassação, o julgamento foi prosseguido com a presença de seus advogados e o resultado está sendo esperado para sair até a próxima sexta-feira (12).

Como Henrique Pizzolato tem cidadania Italiana, seus advogados tentam impedir sua extradição, alegando também falta de condições de segurança nos presídios brasileiros.

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Vale lembrar que no ano passado, a justiça Italiana já havia negado a sua extradição.

O Brasil garantiu a justiça Italiana que caso aja a extradição de Henrique Pizzolato, o mesmo ficará junto com outros condenados no processo do mensalão, no Complexo Penitenciário da Papuda, na Capital Federal. O Brasil garante que essa penitenciária tem todas as condições necessárias para a segurança do réu e que a pena de Pizzolato será cumprida integralmente na Papuda..

O Brasil está sendo representado apenas por um advogado italiano e uma procuradora, pois os advogados contratados pelo Brasil alegaram que nas prisões brasileiras o tratamento não é igual para todos e que se Henrique Pizzolato for extraditado, terá tratamento diferenciado. Sem contar que ainda terá o direito de permanecer em uma cela exclusiva para estrangeiros, tratamento que os outros condenados pelo mesmo crime não tem, segundo esses advogados, por isso se recusaram a representar o país nesse caso.

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A defesa de Henrique Pizzolato ainda usa como argumento de defesa o caso de Cesare Battiste, que o Brasil negou sua extradição para a Itália em 2010, sendo o mesmo condenado na Itália por terrorismo entre outros crimes no fim dos anos 70. Se cogita até que seja uma resposta Italiana a decisão brasileira da não extradição de Cesare Battiste.