Nesta última terça-feira (24), o Governo do #PT divulgou uma nota em que afirma ser totalmente avesso à quaisquer tentativas de golpes contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A nota veio em resposta à prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, ocorrida na última quinta-feira (19).
De acordo com o governo e a Promotoria, Ledezma assinou um documento com diretrizes para que aconteça uma transição política no país, traindo Maduro.
O prefeito ainda responde à acusações sobre planos para derrubadas de prédios no oeste venezuelano.
Na nota publica na terça-feira (24), o PT (Partido dos Trabalhadores), partido do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, diz estar preocupado 'com fatos recentes que vão de encontro ao desejo popular', e dá seu incondicional apoio para que sejam dados os passos para um diálogo que leve à resolução da crise.
Ainda na terça-feira (24), o Itamaraty demonstrou descontentamento ao falar sobre a crise, afirmando que 'as ações de Nicolás Maduro devem ser alvo de intensa observação atingir diretamente partidos políticos e representantes democraticamente eleitos'.
A posição do governo brasileiro foi duramente criticada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha e pelo senador opositor Aécio Neves (PMDB-MG).
O Partido dos Trabalhadores apoia o papel assumido pelo Governo Brasileiro em relação ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, e, segundo a nota publicada, defende intervenção da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), para intermediar o diálogo, dizendo ainda estar muito preocupado com fatos que atentam contra a vontade popular, em sua maioria, eleitores que concordam com o pensamento petista.
O panorama político na Venezuela é tenso e algumas vertentes acreditam que a prisão do prefeito de Caracas seja uma estratégia para que Maduro possa demonstrar força e dirigir a atenção do povo venezuelano para outro assunto, enquanto a crise na Venezuela se agrava ainda mais.
Segundo essa linha, a ideia seria reverter o quadro de baixa popularidade de Nicolás Maduro, fazendo com que o seu governo siga uma linha mais punitiva, no estilo Hugo Chavez (ex-presidente venezuelano, morto em 2013), com a expectativa de que o povo demonstre maior apoio ao presidente.
Já o Ministério Público da Venezuela afirma que Ledezma foi preso por 'forjar planos que colocariam em risco a integridade do governo, democraticamente constituído'.
A Venezuela apresenta o maior índice de inflação da América Latina, e falta de produtos básicos, o que obriga o povo a enfrentar filas imensas para conseguir comprar.
A crise atual da Venezuela é a maior da história , e alguns integrantes da sociedade encaram o fato como falta de pulso e fibra do presidente Nicolás Maduro.