Como já se previa, Eduardo Cunha levou a melhor com sua campanha para presidente da Câmara de Deputados. Derrotou o candidato do Governo, o petista Arlindo Chinaglia, e o azarão do PSB, Julio Delgado. Veja matéria.

O deputado eleito pelo PMDB do Rio de Janeiro conquistou quase o dobro de votos de seu principal concorrente, levando 267 dos 513 votos possíveis. Chinaglia teve 136, e Julio, 100, num pleito que apresentou ainda dois votos em branco. O PSOL, partido célebre em lançar candidatos com o intuito de participar de pleitos, obteve oito votos para seu candidato Chico Alencar.

Eduardo Cunha já prometeu fazer barulho com seu trabalho ao discursar na posse do cargo.

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Prometeu, entretanto, que não iria retaliar o Governo por causa da postura pró-Chinaglia. Confirmou que irá lutar para deixar o Poder Legislativo mais imune às pressões do Executivo.

Se o Governo vai levar "descomposturas" na Câmara, vai, por outro lado, viver relativamente bem no Senado, pois seu candidato, o senador Renan Calheiros, foi recolocado no cargo de presidente da casa. Em votação secreta, o candidato foi reeleito para mais dois anos à frente do Senado brasileiro. É seu quarto mandato. Ele derrotou por 49 a 31 votos seu concorrente, o senador por Santa Catarina, Luiz Henrique.

Pelas redes sociais o descontentamento pela reeleição de Renan já começa a ser sentido. E isso se deve ao seu nome estar relacionado com diversas irregularidades nos últimos anos. Escândalos pessoais, notas frias, corrupção, mau uso do cargo, entre outras ações que a mídia não deixa passar.

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Porém, como se nada disso tivesse acontecido ou denunciado, o senador alagoano mantém sua posição inabalada e conta com o "luxuoso auxílio" do Planalto.

Alguns analistas políticos dizem que o Governo erra em apoiar um suspeito de envolvimento no mais recente caso de corrupção, a Operação Lava Jato, mas, se é por um lado é ruim, por outro pode ser favorável às ações que o Senado terá para amenizar os estragos que as investigações possam tentar causar à imagem do Planalto.

Vamos esperar que o Justiça consiga agir sem sofrer muitas influências maléficas dos poderes Executivo e Legislativo, pois sem justiça, não há sociedade.

Estamos vivendo um momento muito delicado em que as instituições estão com seus valores afetados por uma falta de confiança há muito não vista igual, por isso precisamos estar atentos aos passos que cada uma dessas pessoas e dessas casas vão dar. Todos esses passos dirão respeito às nossas vidas, aos nossos bolsos, ao nosso presente e ao futuro. Nosso e dos nossos descendentes. Poderemos estar, hoje, vendo o futuro do Brasil começando, ou definhando.

Ficar de olho nunca é demais. Reclamar, sempre é necessário.

Em questão de política, nunca sabemos quem é nosso amigo ou quem é nosso inimigo. Então é bom irmos com cuidado, senão o prejuízo pode ser bem maior que o que possamos imaginar. #Eleições