O Brasil está parando com a paralisação feita pelos caminhoneiros. Estradas bloqueadas em pelo menos 11 estados e cargas que não chegam ao destino já causam desabastecimento em várias cidades. As reclamações vão da falta de combustíveis até alimentos perecíveis, principalmente os derivados do leite. No interior do estado do Paraná o litro da gasolina chegou a ser vendido por R$ 5,00 e em cidades de Santa Catarina já faltam laticínios, frutas e verduras.

Será que o movimento está conseguindo atingir os seus objetivos?

Se a intenção fosse somente ter visibilidade dos veículos de comunicação, com certeza, esse objetivo teria sido alcançado.

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Mas sabe-se que essa é somente uma das intenções. Baixar o litro do diesel e aumentar o preço do frete estão entre as prioridades do movimento. Luís Fernando Garcia que é caminhoneiro afirma que de dois anos até hoje as mudanças em relação ao custo de se transportar cargas no Brasil se tornou impagável "Em 2013, o preço do frete de Joinville/SC para São Paulo/SP (bitrem) era de aproximadamente R$ 2.800,00. Desse valor, 60% era consumido em óleo diesel (que custava R$2,099) e 11% em pedágio. Os 29% restantes, precisavam pagar o salário do motorista, os encargos sociais, os impostos sobre o frete, seguro, telefone, IPVA e outras despesas. Hoje, o valor recebido pelo frete está no mesmo patamar ou menor, e o óleo diesel está custando R$ 2,899, o que no fim de uma viagem representa aproximadamente 80%".

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Garcia ainda completa dizendo: "A conta não fecha. Vale mais a pena deixar o caminhão parado do que rodando. Então não se trata de uma greve em busca de melhores salários. Repito, vale mais a pena deixar o caminhão parado do que rodando", enfatiza.

O caos que tal paralisação está causando deixa os membros do governo brasileiro em estado de atenção, mas sem reação. Uma reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, convocada por Ivar Schmidt, após muita insistência, serviu de estopim para estremecer a já abalada relação entre caminhoneiros e governo. No vídeo publicado por Schmidt nas redes sociais ele diz: "Meus amigos caminhoneiros e simpatizantes da nossa causa. Não houve acordo com o governo. A paralisação continua. Nós, hoje, passamos o dia em reuniões. Inclusive no momento em que foi divulgado o acerto nós estávamos numa reunião, no Palácio do Planalto, conversando com o secretário. Então nós estávamos com o celulares desligados. Nesse momento, esse governo mentiroso, chamou a imprensa e disse que havia um acontecido um acordo para dar tempo de sair no Jornal Nacional e não deu tempo da gente desmentir. Então o Jornal Nacional pegou, inocentemente, e anunciou que houve acordo. Então, a partir de agora, o nosso movimento vai bloquear automóveis também até o meio dia de amanhã (26) para que o governo conheça, realmente o movimento, e atenda a nós e atenda o nosso pleito", afirma. #Trabalho #Manifestação #Crise