A justiça italiana decidiu aceitar as condições apresentadas pelo governo brasileiro na tentativa de extraditar o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Condenado em 2013 no processo do mensalão do #PT, o ex-diretor é acusado de transferir de forma ilegal R$ 73 milhões de fundos do BB para agências de publicidade de Marcos Valério, também envolvido no escândalo.

Segundo fontes policiais, Pizzolato estava sendo monitorado nos últimos dias, e nesta quinta-feira (12) uma operação da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) prendeu o ex-diretor na Itália. Os advogados de Pizzolato alegam que o sistema penitenciário brasileiro não oferece condições plenas de segurança para o condenado.

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Por ter dupla cidadania, a intenção do ex-diretor era ainda de conseguir um novo julgamento na Itália livre de influência política, o que daria maior chance de defesa.

O governo brasileiro conseguiu reverter o parecer negativo que a justiça italiana havia tomado em relação à extradição. Desta vez, os juízes italianos concluíram que existem sim condições seguras de prisão para Pizzolato no Brasil e que os direitos humanos serão respeitados. Para que a extradição se concretize, é necessário ainda que o ministro de Justiça da Itália acate a decisão do magistrado.

Fuga para Itália

Em 2013, quando estava prestes a ser condenado pelo escândalo do mensalão, Pizzolato arquitetou uma fuga para Itália utilizando passaporte e identidade falsa de um irmão morto há 36 anos. Na ocasião, inúmeras versões foram contadas sobre a rota que o ex-diretor percorreu até chegar à Itália.

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O mais provável é que ele tenha deixado o Brasil de carro pela fronteira com a Argentina, depois partiu de avião para Barcelona, na Espanha, e só então seguiu para Itália.

Na Itália, Pizzolato ficou escondido na casa de um sobrinho, na cidade de Maranello. As polícias brasileira e italiana encontraram o paradeiro do foragido depois de monitorar a esposa do ex-diretor. Na época Pizzolato foi preso pela polícia italiana por falsidade ideológica e ficou detido até ter a extradição para o Brasil negada. Mesmo assim ele continuou a ser monitorado até ser preso novamente nesta semana. #Corrupção