A equipe econômica responsável pelos cortes orçamentários está disposta a passar um pente fino em todos os programas governamentais, estes incluem também programas sociais e de investimentos que o governo petista oferece a população brasileira.

Um dos objetivos principais dos cortes orçamentários é o reequilíbrio fiscal, a melhora na eficiência dos gastos e aumento das receitas. Uma equipe será responsável pelo mapeamento de todos os programas, formado pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Controladoria-Geral da União (CGU).

O grupo de trabalho dos gastos públicos entrará em ação depois da aprovação do Orçamento pelo Congresso, estabelecendo estratégias para a contenção dos gastos.

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Os cortes são necessários diante das atuais crises de água e energia e pela grande dificuldade que o governo enfrenta no cumprimento das metas fiscais.

Muita coisa ainda está por vir, já que o Congresso ganhou um novo presidente que poderá apresentar resistência na aprovação das novas medidas fiscais, que inclui o aumento de tributos. Toda a desconfiança que envolve o processo de aprovação das medidas está no dilema do governo cumprir ou não a meta de superávit de 1,2% do PIB para o ano de 2015.

Dyogo Oliveira, secretário executivo do Mistério do Planejamento, ressaltou que os cortes de gastos serão vistos como formas de melhorias futuras, de forma a tornar os programas eficientes. Segundo Dyogo, nem todos os programas sofreram com as medidas de contingenciamento e nem todos serão alterados.

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Sobre o Bolsa Família, este é, por lei, um exemplo que se manterá inalterado e preservado do contingenciamento.

O secretário disse que não existe uma decisão sobre o que e onde serão feito os cortes nos programas, e que a maioria não sofrerá tantas mudanças, ressaltando que a revisão referente aos cortes deverão atender as prioridades já definidas. Todos os cortes serão amplamente discutidos e trabalhados em conjunto com os ministérios responsáveis, e qualquer medida será pactuada para que seja possível máxima eficiência.

Os cortes nos programas reforçam a ideia do governo em controlar os chamados "boca de caixa" das despesas. A partir de agora, muitas contenções serão vistas e interferidas com mão de ferro, tudo pela qualidade dos gastos, o que gerará muito descontentamento em todas as partes.