O Congresso Nacional, em suas duas Casas, Senado e Câmara dos Deputados, deu início ao novo ano de trabalho com muitos assuntos importantes aguardando para serem analisados e votados. E ambos os presidentes mostraram sintonia sobre o tema que, para eles, é o primordial do ano.

Em seus discursos na tarde desta segunda-feira (02), os mandatários do Senado e da Câmara, respectivamente, discursaram dando atenção similar para as questões que envolvem as reformas política e tributária, considerando-as prioridades do Congresso Nacional.

Abordando especificamente a reforma política, o presidente do Senado Renan Calheiros disse ser favorável à criação de mecanismos que sejam transparentes para o financiamento de campanha.

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Ele foi taxativo ao afirmar que é preciso trabalhar para que a política ajude a melhorar o Brasil. Lembrou que se vão 12 anos de tramitação da reforma política no Congresso Nacional. E enfatizou que "pagaremos um alto preço se não formos capazes de enfrentar esse desafio."

Tanto Cunha como Renan fizeram alusão e deram destaque para a discussão do pacto federativo, considerando este ponto como primordial na reforma tributária. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, deu a medida da importância que esta discussão possui. Para ele, o "pacto federativo é a discussão maior."

Calheiros cumprimentou a vitória obtida por Cunha na Câmara dos Deputados, que classificou ter sido brilhante. O presidente do Senado prontificou-se ainda a trabalhar com Cunha na busca e consolidação de um Brasil melhor.

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Também se referiu aos trabalhos que deverão ser desenvolvidos durante 2015.

"Será um ano de medidas impactantes e caberá ao Parlamento discutir as demandas populares", disse ele. Já se referindo à Câmara dos Deputados, Calheiros enfatizou que tais discussões vão precisar obrigatoriamente obedecer sempre ao princípio da vontade da maioria.

O primeiro dia no Congresso Nacional foi voltado para uma espécie de apresentação de objetivos e desejos dos dois comandantes do Poder Legislativo federal. Fica claro que muito precisa ser feito, especialmente em relação a reformas tributária e política. Afinal, já se vão 12 longos anos que a nação espera para que tais questões sejam definitivamente debatidas e votadas. #Eleições