Nos últimos dias, vêm circulando nas redes sociais mensagens insinuando que as cadernetas de poupanças e as aplicações financeiras serão confiscadas pelo Governo Federal, levando o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, a determinar que a Polícia Federal investigue a origem dos boatos. As informações são que o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, quer a imediata e rigorosa apuração dos fatos.

A considerável quantidade de mensagens sobre o suposto confisco pelas redes sociais, principalmente pelo aplicativo Whatsapp, fez com que o Ministério da Fazenda emitisse uma nota negando a intenção de confiscar qualquer aplicação financeira.

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Em comunicado, ele informou que tudo não passava de inconformismo com a política econômica de transparência e a valorização que o Governo Federal, através do Ministério da Fazenda, vem fazendo com o aumento da taxa da poupança de nossa sociedade.

As falsas mensagens que foram espalhadas nas redes sociais diziam que o Governo Federal estaria preparando uma medida para confiscar a poupança no dia 17 de fevereiro, enquanto os poupadores estariam se divertindo no carnaval.

Esses boatos levaram os brasileiros a ficarem temerosos, pois já foram vítimas de algo parecido em 1990. A então Ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, comandou o processo de confisco da poupança no Brasil durante o governo de Fernando Collor de Mello. O governo bloqueou todas as poupanças e aplicações financeiras acima de NCZ$50 (cruzeiros novos), cerca de R$ 60 mil.

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Na época, esse processo de confisco deixou a sociedade totalmente desprevenida e sem dinheiro para honrar seus compromissos, levando a um grande número de inadimplências. Também levou à falência dezenas de empresas, aumentando o número de desempregados no país, e gerando uma reação excessivamente negativa perante a sociedade brasileira.

Mas o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, após desmentir os falsos comunicados, garantiu que os cidadãos brasileiros podem ficar tranquilos e que logo os responsáveis por esses boatos serão desmascarados pela Polícia Federal. #Negócios