Em sua terceira capa dedicada ao Brasil em poucos anos, a revista inglesa "The Economist" afirma que o Brasil vive sua pior época desde a década de 1990. A capa tem o título de "O atoleiro do Brasil" e mostra uma sambista atolada em uma espécie de areia movediça. A edição latino-americana da publicação chegou às bancas ontem (26).

Editores e jornalistas da publicação vieram ao Brasil para estudar a situação econômica atual e visitaram Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com eles, seria difícil escapar dessa situação mesmo se o Brasil tivesse uma grande liderança. "Dilma, no entanto, é fraca", concluem. A reportagem ainda diz que o país vive seu pior momento desde a década de 90, período marcado por instabilidade política, hiperinflação e o impeachment de Fernando Collor.

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Pode-se ler na reportagem que os jornalistas responsáveis citam a ameaça de recessão, a alta inflação e o escândalo de corrupção na Petrobras como grandes problemas que são "maiores do que o #Governo admite ou investidores parecem perceber".

"The Economist" afirma que Dilma Roussef traçou um panorama "cor-de-rosa" sobre o Brasil durante a campanha eleitoral e lembra das ameaças da presidenta de que a oposição acabaria com os programas sociais, como o Bolsa Família. A revista diz que a presidenta reconheceu os erros quando convidou Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, no entanto, como o Brasil não foi eficiente em lidar com as distorções macroeconômicas, Levy ficou com uma "armadilha de recessão".

Ao fim do editorial, a publicação lembra que o Brasil não é o único país do Brics nessa situação e revela que a Rússia está ainda pior, por isso, sugere que o Brasil olhe para a diversificação do setor privado e que o tempo para reagir é agora.

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Outras capas

"The Economist" já fez outras duas capas dedicadas ao Brasil, uma em setembro de 2013 e outra em outubro de 2014. Em ambas, a publicação critica a equipe e a presidenta. A atual, no entanto, aponta Dilma como a maior responsável pela situação econômica do Brasil.