O Senado brasileiro deu um passo importante para aprofundar investigações sobre as contas brasileiras que estão associadas com o escândalo envolvendo o banco HSBC. Nesta sexta-feira (27), o senador Randolfe Rodrigues, do PSOL, protocolou um pedido para criação de CPI com apoio de 32 senadores. Vale ressaltar que o número mínimo de assinaturas, nesse caso, são 27, ou seja, um terço da bancada.

Com o pedido protocolado, agora está nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros, o poder para determinar se a CPI será instalada. Dificilmente a proposta será vetada, pois nos bastidores do meio político existe uma pressão grande para apuração das irregularidades decorrente da relevância do assunto.

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Randolfe Rodrigues fez severas críticas diante da inércia do governo brasileiro diante de um caso gravíssimo, apontada por ele como o maior escândalo de evasão fiscal do mundo. "Esse escândalo é de dimensão mundial. De acordo com o Financial Times, trata-se do maior caso de evasão fiscal do mundo. É necessário que o Parlamento brasileiro também se manifeste e instaure um procedimento de investigação", disse o senador.

Além da CPI no Senado, o Ministério Público Federal e a Receita Federal informaram que vão começar a apurar as operações secretas realizadas pelos brasileiros e as contas mantidas no banco na Suíça.

Entenda o caso HSBC, ou "SwissLeaks"

O escândalo ganhou apelo mundial após jornais e a imprensa da Europa divulgarem documentos secretos de uma vasta lista com 106 mil clientes que possuíam contas secretas, cuja principal finalidade era a sonegação de impostos de aproximadamente 120 bilhões de dólares.

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O responsável por repassar o documento para mídia é Hervé Falciani, ex-funcionário do setor de TI da empresa.

No Brasil, a ampla proporção dada ao caso se deve ao fato de existirem 6.606 contas relacionadas ao país, que somam juntas mais de 7 bilhões de dólares, segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) - órgão que é responsável pela investigação global e que compartilhou a lista dos envolvidos com 140 jornalistas de vários países.

O jornalista brasileiro, membro do ICIJ, que recebeu a lista é Fernando Rodrigues. Não é possível afirmar o motivo da lista completa não ter sido divulgada, o que se sabe é que existem nomes de pessoas muito importantes envolvidas nesse esquema. #Corrupção