Em mais um dos escândalos da operação Lava Jato, Brasil vira manchete na Forbes, revista de negócios e economia americana. A divulgação do 'Pibinho', apelido que se tornou notório, não causou espécie alguma, mas trouxe tristeza. Economistas americanos, ainda que não sejam os donos da verdade, pelo menos podem não estar cooptados pelo partido dos tolos. Eles projetaram para o biênio 2015/2016 valores similares ou ainda menores do que os obtidos em 2014. A inflação bate os 8% e ameaça retornar aos tempos antigos, que ninguém quer relembrar, onde o símbolo da economia era um repositor de mercado com o marcador de preços nas mãos.

Os escândalos financeiros fornecem combustível altamente inflamável.

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As reduções fiscais ameaçam os programas que tornaram o governo um sócio dos mais pobres, a bancar todas as travessuras que se costumam fazer com o dinheiro alheio. Será que também serão afetados aqueles que têm duas cestas básicas e outras regalias em dobro?

Quando o telefone toca na redação e o prefixo indica que a ligação é do Brasil, a bolsa de apostas ferve para saber de quanto foi o rombo do caso da vez. Mal se estabelecem as prisões da operação Lava Jato, e já surgem nas esteiras as barbaridades da construção do anexo do tribunal de contas, além de outras que vão surgir.

Por lá chamam a presidenta de presidente. Chamar o maior dignitário de presidenta é abusar da boa vontade do povão. A população sai às ruas. Cenas que já foram vividas tantas vezes na América Latina. Ao pedir apoio para uma Venezuela bichada, se comete uma galhofa de mau gosto.

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Ao dizer que o exército dos sem-terra irá ocupar as ruas, a brincadeira chega a um ponto inaceitável.

O poder do partido dos tolos sobre o povo está no fim. Sobre suas cabeças a espada que quase vitimou Dâmocles está suspensa por um fio extremamente fino. O nível de popularidade do governo cai assustadoramente, mas não de forma surpreendente. Isto era esperado. Só não viu quem não quis. O impedimento legal pode até não chegar, mas que assusta a suposição que ele poderia acontecer, sem questionar sua justiça, não se pode negar.

O Brasil desapontou a comunidade internacional e, quase sem exceção, todos os analistas americanos e ingleses consideram que nada se deve esperar até o final de 2016. Tornar-se manchete dos principais hebdomadários internacionais, com notícias do calibre desta, publicada esta semana na Forbes, não estava nos pedidos de final de ano de ninguém. A turma até esqueceu o vexame da copa, que também perdeu de goleada para a corrupção galopante e trouxe corrupções ainda não levantadas. Quando o copaduto chegar, a coisa promete ficar ainda mais feia.