Ocorrida em mais de 160 cidades no Brasil, e em vários outros países, as manifestações reuniram, de acordo com números oficiais, fornecidos pelas polícias militares, 2 milhões e 300 mil pessoas. Com raríssimas exceções, não houve violência ou nenhuma atitude que pudesse comprometer o protesto, marcado por palavras de ordem contra a corrupção, pedidos de impeachment da Presidente e em repúdio ao Partido dos Trabalhadores.

Durante os protestos, muitos participantes entrevistados pela imprensa declararam saber que não há embasamento legal para o impeachment. Ainda assim, o Ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, defendeu o direito da população de exercer a liberdade de expressão.

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Após o término das manifestações, a Presidente preferiu não vir a público. Em seu lugar, José Eduardo Cardoso, Ministro da Justiça, e Miguel Rossetto, Secretário Geral da Presidência, fizeram declarações à imprensa, ambos defendendo o direito democrático de manifestar opinião, seja contra ou a favor do #Governo. Rossetto afirmou que "o governo está atento e aberto ao diálogo", e que "os manifestantes seriam aqueles que votaram na oposição", dando a entender que os eleitores de Dilma não estariam insatisfeitos. Já o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, declarou que "a sociedade clama pelo fim da corrupção" e que "é preciso construir uma expectativa de reforma política".

Reunida nesta manhã com seus ministros, a Presidente Dilma fez uma avaliação deste dia 15 de março. Com repercussão em toda a imprensa nacional e nos principais veículos de comunicação internacionais, era esperado que Dilma fizesse alguma declaração.

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Porém, quem primeiro veio a público mais uma vez foi José Eduardo Cardoso, dizendo que até o fim desta semana será lançado um pacote de medidas contra a corrupção. Afirmou ainda que "o momento é de humildade, diálogo e tolerância, pouco importando se são forças políticas contra ou que apoiam o governo".

Finalmente nesta tarde, foi a vez de Dilma Roussef. A Presidente declarou que "o governo sempre irá dialogar com manifestantes das ruas". Afirmando que o sentimento é de "humildade e firmeza", prometeu o combate à corrupção e à impunidade. Disse também que em relação à economia serão feitos os ajustes necessários para combater a crise iniciada em 2009. E encerrou defendendo veementemente a liberdade de expressão: "Valeu a pena lutar pela liberdade. Valeu a pena lutar pela democracia. Este país está mais forte do que nunca".

Os principais responsáveis por convocar a população para os protestos do último domingo (15), integrantes do chamado Movimento Brasil Livre, já agendaram uma nova data para o mês de abril (12), quando esperam reunir um número ainda maior de pessoas.  #Manifestação #Dilma Rousseff