Dilma Roussef vem enfrentando sérias dificuldades no seu segundo mandato como presidente da República, a crise vivida no país obriga a governante a mexer nos ministérios, e tentar uma solução aos problemas atuais. Após ter anunciado na manhã desta sexta-feira (27) que o petista Edinho Silva seria o novo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, no período da noite a presidente anunciou o novo gestor para a pasta da Educação. O escolhido foi o professor da Universidade de São Paulo, Renato Janine Ribeiro.

Janine entra no lugar do ex-ministro Cid Gomes após as discussões do antigo comandante do MEC com deputados na Câmara.

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A saída de Cid foi uma exigência do PMDB, que ameaçou sair da bancada de apoio ao #Governo se o ministro da época não fosse tirado do cargo. A posse está marcada para o próximo dia 6.

Diferente de Cid, que havia sido indicado por motivos políticos, dessa vez a presidente se encarregou de escolher seu novo ministro por mérito e conhecimento na área. Renato Janine é professor aposentado da USP onde ensinou por 20 anos, além de ser doutor em filosofia.

Novidade também no Turismo

As escolhas da presidente no dia de hoje podem sinalizar um avanço para melhorar a governabilidade de sua gestão. Além de nomear um petista para gerir mais de R$ 5 bi na pasta de Comunicação, setor esse que já era almejado pelo #PT há anos, a repercussão do nome de um estudioso respeitado para o MEC também foi bem recebida nos corredores de Brasília.

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Para fortalecer a aliança estremecida entre PT e PMDB, a presidente Dilma Roussef está a poucos ajustes de anunciar o nome do ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a pasta do Turismo. O convite a Alves já foi feito oficialmente, mas a espera pela aprovação do presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ainda impede que o anúncio seja feito formalmente.

Calheiros e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, vêm defendendo a diminuição de ministérios públicos em suas últimas entrevistas. Por isso, dentro do PMDB, existe a possibilidade do convite ser barrado, pois se o partido aceitar mais um ministério, pode ser criticado por estar agindo diferente do que vem defendendo.