No dia 19 de março (quinta-feira) a presidente Dilma enviou ao Congresso Nacional um pacote de medidas com a finalidade de tornar a #Corrupção um crime com penas mais severas e tentar acabar com os desvios de dinheiro público. No dia 20 (sexta-feira) foi a vez do Ministério Público Federal (MPF) apresentar outro pacote de medidas com a mesma finalidade - entre as propostas há semelhanças.

As dez propostas anticorrupção foram entregues ao Congresso Nacional pelo Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que tem como finalidade dar mais munição ao poder público para evitar os desvios de verbas. Dentre as medidas há proposta para transformar a corrupção em crime hediondo, esta proposta também foi enviada à casa legislativa pela presidente Dilma.

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De acordo com o MPF a atual pena máxima de 12 anos para o crime de corrupção deveria ser elevada para 25 anos enquanto a pena mínima que hoje é de dois anos deveria ser estendida para quatro anos.

As outras medidas propostas contam com a criminalização da formação de "caixa dois" e enriquecimento ilícito de funcionário público, tais medidas também foram propostas pela presidente Dilma. Contudo, o projeto do MPF foi mais amplo, como responsabilizar também os partidos políticos que fizeram uso de caixa dois, embora os partidos não respondam criminalmente, a consequência da prática seria uma multa de até 40% do fundo partidário e ainda a possibilidade de terem os registros cassados.

Em matéria geral os dois pacotes não são divergentes entre si, de acordo com os Procuradores da República as medidas do MPF complementam as medidas da presidente Dilma.

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As semelhanças segundo o subprocurador-geral Nicolao Dino é de que os poderes vêm trabalhando em sintonia com os pedidos de melhorar o funcionamento do Estado, e são formas de evitar a formação de novas maneiras de corrupção. Das outras propostas apresentadas, estão as que devem funcionar para aumentar a transparência e a informação dos processos e julgamentos, encerramento dos processos quando presentes recursos meramente protelatórios, celeridade nos crimes de improbidade, dificultar a prescrição penal, diminuir as causas de nulidade, prisão preventiva a fim de restituir os recursos desviados e o confisco de patrimônio não justificado. #Petrobras