Um total de 12 ex-deputados federais, que não se elegeram no pleito de 2014, ainda continuam a usufruir dos apartamentos funcionais que são oferecidos pela Câmara em Brasília. Os inquilinos irregulares deveriam ter entregue os imóveis até o dia 2 de março. A Câmara dos Deputados informou que já notificou os moradores.

Os ex-parlamentares já encerraram seus trabalhos na Câmara há mais de três meses e seguem usufruindo um direito que não lhes pertence mais. Os deputados não têm nenhum gasto com a manutenção do imóvel. Segurança, móveis, contas e reforma são todas por conta dos cofres da Câmara. Em caso de insistência dos moradores ilegais não saírem do local, a Câmara pode entrar na Justiça e realizar o despejo.

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Os imóveis possuem aproximadamente 200m², quatro quartos e são localizados nas Asas Sul e Norte, áreas nobres de Brasília. Um apartamento semelhante na cidade custa não menos que R$ 6 mil o aluguel mensal. A Câmara já gastou quase R$ 300 mil em reformas, além de pagar algo em torno de R$ 7,5 milhões por ano na manutenção dos imóveis.

Um total de 256 apartamentos estão sendo ocupados por deputados e seus hóspedes, além de outros 72 estarem passando por reformas. Inquilinos antigos reclamavam que os imóveis estavam velhos. Outros 134 parlamentares seguem na fila esperando uma vaga para poder ocupar. As fichas de inscrição para solicitar os apartamentos foram abertas na internet para preenchimento no dia 4 de novembro do ano passado, mais de dois meses antes da posse dos parlamentares.

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A Câmara não possui imóveis suficientes para todos os 513 deputados porque os apartamentos foram construídos na década de 70, quando o País possuía menos estados do que os dias atuais, e consequentemente menos parlamentares. Segundo a resolução que trata dos apartamentos, os critérios para definir quem irá receber o imóvel são: antiguidade, idade e quantidade de moradores.

Aqueles deputados que não ocupam um dos apartamentos oferecidos pela Câmara recebe um auxílio moradia de R$ 4.253 mil mensais, além do salário atual de um parlamentar que é de R$ 33,7 mil. #Governo