Vinícius Samarane - ex-diretor do Banco Rural teve a pena de prisão decretada em 05 de dezembro de 2013 pelos crime de lavagem de dinheiro e  crime contra o sistema financeiro nacional. O condenado teve a pena total quantificada em oito anos, nove meses e dez dias de reclusão em regime inicial fechado (é a punição em que a pessoa permanece reclusa no presídio sem possibilidade de sair a não ser que seja para trabalho em serviços ou obras públicas).

Contudo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) - Luís Barroso - concedeu ao réu Vinícius Samarane o benefício da progressão de regime, passando agora para detenção em regime semi-aberto (punição onde é permitido ao detendo pode trabalhar em serviço comum durante o dia e frequentar cursos escolares, a noite deverá ser recolhido novamente a prisão).

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Segundo o ministro Luís Barroso o detido cumpriu as especificações requeridas na lei, a saber: cumprir um sexto da pena e possuir bom comportamento. Ainda conseguiu remidir 194 dias através de atividades laborativas e educacionais merecendo a progressão de regime. De acordo com a Lei de Execuções Penais (art. 112) é direito do preso obter a progressão de pena quando cumprido o período temporal e for atestado pelo diretor do estabelecimento penitenciário o bom comportamento do preso.

O ministro chegou à conclusão do deferimento do pedido de progressão de pena ao verificar o bom comportamento do preso provado pela ausência de prática de infração disciplinar de natureza grave dentro do estabelecimento prisional, e pelo atestado de bom comportamento. A defesa do réu também juntou ao pedido o comprovante de pagamento da primeira parcela da pena de multa.

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Além disso, o detento também apresentou proposta de emprego que faz parte do procedimento para a progressão de regime para todos os condenados. 

O próximo passo da progressão de pena seria o ex-diretor ser colocado em sistema aberto, é o que permite a pessoa trabalhar durante o dia e permanecer a noite em casa de albergado, como são poucas as casas de albergado no país, a maioria dos presos têm de passar a noite em sua residência.  #Justiça #Corrupção