João Pedro Stédile, uns dos fundadores e atual mentor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), aceitou o conselho de Lula e vai colocar o seu "exército" na rua na próxima sexta (13), antecipando assim, o ato contra o governo, que ocorrerá no domingo, dia 15.

A intenção de Stédile é fazer um ato em defesa da #Petrobras e das causas do seu movimento, como explica: "Nós vamos sair [às ruas] antes. Vamos fazer protestos em favor da Petrobras e também pelas causas do nosso movimento".

Ruas democráticas

Ele elucida que não é contra o movimento que a direita faz, desde que se tenha respeito pelas movimentações da esquerda.

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"As ruas são democráticas. As ruas são a única forma do povo se politizar. Eu não vejo problema em que a direita chame manifestações, desde que respeite as nossas", conclui Stédile.

Ele também explicou a polêmica declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre "o PT saber lutar", sobretudo se Stédile ajudasse colocando "seu exército na rua". Ele esclareceu que Lula não falou no sentido real quando disse isso e sim no sentido figurado, de mobilização social, de organizar a sua base para ter pessoas na rua fazendo política, algo que já faz algum tempo, se distanciou do PT.

Reformas necessárias

Para Stédile, é importante que o PT reaja, pois desde o começo do mandato da presidenta Dilma, o partido se mantém inerte, aceitando as decisões conservadoras, sem mostrar nenhuma insatisfação.

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Stédile também deu a sua opinião sobre a reforma política, tema de extrema importância para o futuro da democracia brasileira. Para o líder do MST, é preciso acabar com o financiamento privado, que faz com que empreiteiras tenham muito poder político e decidam quais obras construir e de que maneira, ampliando assim a corrupção.

Panelaço

A população vem mostrando toda sua revolta com a corrupção e a má administração do Governo Dilma de diferentes maneiras. No último domingo (8), por exemplo, houve um panelaço, algo muito comum na Argentina e ainda pouco usado no Brasil, enquanto a presidenta Dilma discursava sobre o Dia Internacional da Mulher.

No próximo domingo (15) vai ter mais uma manifestação pedindo o impeachment, em todo o Brasil. Em São Paulo, a manifestação sai da Avenida Paulista às nove da manhã.