O grupo político liderado pela ex-candidata à Presidência da República, Marina Silva, mais uma vez vai tentar fundar a Rede Sustentabilidade. Após ter o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado, os apoiadores da Rede crêem que dessa vez conseguirão atingir o número de assinaturas necessárias.

Segundo representantes do grupo, 80 mil assinaturas foram recolhidas e estão sendo registradas em cartório para, até o fim de abril, serem apresentadas a #Justiça Eleitoral. Bastavam 32 mil assinaturas para atingir o número mínimo necessário pela legislação eleitoral para a criação de uma nova sigla (491.949), porém, o comando do futuro partido considera que as 48 mil restantes são uma margem de segurança para qualquer imprevisto.

Publicidade
Publicidade

Após a entrega para avaliação, o TSE tem até 30 dias para analisar e emitir o aval de criação do partido. O comando da Rede informou que continuarão colhendo assinaturas até a oficialização. A Rede já possui representantes em mais de 20 estados e espera se organizar rapidamente já na expectativa de disputar as eleições em 2016. Após sua criação, medidas para transformar as filiações políticas em filiações partidárias terão que ser tomadas.

Vale lembrar que a presidente Dilma Roussef (PT) sancionou uma nova lei que dificulta a criação de novos partidos há poucos dias. Segundo legislação atual, apenas assinaturas de eleitores não filiados a partidos políticos serão aceitas.A alta cúpula da Rede disse não se preocupar com a nova vigência pois a maior parte das 80 mil assinaturas que serão apresentadas foram registradas em cartório antes da nova lei.

Publicidade

Maior expoente

Principal nome do grupo político, a expectativa é que Marina Silva siga filiada ao PSB, partido ao qual se aliou ano passado para disputar as eleições presidenciais após a Rede ter tido o pedido negado pelo TSE, até a oficialização da nova sigla.

Marina se filiou em outubro do ano passado ao PSB para ser candidata à vice-presidente de Eduardo Campos e levou muitos dos seus aliados políticos juntos. Com a trágica morte de Campos, a ex-senadora do Acre concorreu à presidência e terminou a disputa em 3º lugar.