Uma das coisas mais indesejadas por quem assiste #Televisão e não tem TV a cabo é ter de deixar de acompanhar seus programas favoritos para assistir a uma série de partidos e candidatos pedindo um 'vote em mim'. No entanto, a propaganda política no rádio e na telinha pode acabar. O senador Cristóvão Buarque, do PDT do Distrito Federal, apresentou um projeto que tem justamente esse objetivo. A proposta foi entregue ao planalto na última segunda-feira (23). 

O objetivo da mudança é fazer com que se gaste menos dinheiro com as campanhas políticas. O projeto aparece em meio a protestos em todo o país que pedem o fim da corrupção e a saída de Dilma Rousseff da presidência.

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 No dia 15 de março, um domingo, segundo a polícia militar, mais de dois milhões de pessoas foram às ruas de norte a sul do Brasil. O senador do Distrito Federal ainda quer mais isonomia entre os partidos e os candidatos.

Medida busca isonomia entre os partidos 

'A medida gerará uma igualdade maior entre as forças. Hoje fica complicado um partido pequeno lutar com siglas poderosas. No fim, o que acaba ganhando é quem tem mais tempo na TV, mais dinheiro para fazer sua propaganda, se for aprovado isso vai mudar, haverá mais isonomia', comentou o senador à Agência Senado. 

Cristóvão Buarque também comentou que muitas vezes o mershandising político faz com que o povo veja uma outra situação econômica e social na televisão, enganando a população sobre qual é sua real condição de vida.

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O senador, no entanto, não quer que os debates na TV sejam proibidos: 'é um espaço de debate e é uma oportunidade para as pessoas conhecerem melhor seus candidatos', enfatizou.

Campanhas na internet devem continuar 

O político não acredita que haverá perda de qualidade nas discussões. 'Apesar de acabar a propaganda na TV e no rádio, os candidatos terão as ruas para pedirem seus votos, os comícios. Além disso, minha proposta não fala sobre acabar com a propaganda na internet e esse é um meio muito importante hoje em dia para se discutir política', finalizou. O projeto para ser aprovado ainda precisa passar pelo senado e ser sancionado pela presidente Dilma.