Milhares de brasileiros foram as ruas pedir a saída da atual presidente do seu cargo de chefe do poder executivo. Há alguns dias a palavra "#Impeachment" é a mais nova celebridade do momento.

Entretanto, os que querem a todo custo que o Congresso Nacional interfira no mandato de Dilma Rousseff, mencionam - entre outras razões - a questão mais emblemática de que foram enganados através de promessas políticas, certas promessas que não só não foram cumpridas, mas que ainda desfizeram direitos que já estavam conquistados, como o direito ao seguro desemprego ao atingir seis meses de carteira assinada, por exemplo.

O caso é que a sensação de "povo iludido" pela campanha e desgostoso com o governo é bem específico para outro mecanismo de retirada do poder que não é o impeachment.

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Os Estados Unidos já previam que a situação poderia acontecer e possui um recursos próprio de democracia participativa chamado de Recall. No Recall o parlamentar tem seu mandato abreviado quando não há o cumprimento dos programas firmados na campanha eleitoral.

No Brasil o Senado Federal já recebeu pedido para adicionar o Recall por aqui também. A PEC (Proposta de Emenda a Constituição) 8/2015 conseguiu a quantidade de assinaturas necessárias dos parlamentares para ser colocada em votação. De acordo com o projeto, os políticos em períodos eleitorais deverão em campanha enviar os projetos e propostas à justiça eleitoral, que será responsável por publicar e divulgar a população.

Com o fim da campanha e o começo do mandato efetivo, os eleitores poderão cobrar aos representantes do povo que as promessas sejam colocadas em prática, podendo acompanhar as etapas do processo.

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Caso o político não cumpra com sua parte como prometido, o cidadão não precisaria mais apelar ao Congresso Nacional, ele mesmo pode ajuizar uma ação e pedir a revogação do mandato.

A vantagem do recall é que poderia ser aplicado a qualquer político, enquanto o impeachment apenas é possível de ser utilizado nos casos em que há crime de responsabilidade do presidente da república, ministro de estado, ministro do STF e procurador geral da república.

Há os que dizem que se estaria enfraquecendo a democracia agindo dessa maneira, que traria desestabilização política. No entanto, com um maior temor da população, talvez os representantes políticos pensassem duas vezes antes de fazerem promessas e antes de agir tendo em vista apenas preservar seu mandato. #Eleições