Segundo dados da Folha, que se baseou nos depoimentos dos delatores Alberto Yousseff e Paulo Roberto Costa, estima-se que mais de 200 milhões de reais tenham sido repassados a parlamentares, partidos e operadores políticos, além de pessoas com menor expressão política. Todos os envolvidos hoje estão sob investigação do STF (Supremo Tribunal Federal).

Hoje é um dia muito importante no combate a corrupção e crimes contra o estado. Terça-feira, dia 17 de março de 2015, completa 1 ano da famosa 'Operação #Lava Jato', que visa investigar um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro da empresa estatal Petrobrás, chegando assim a partidos políticos e grandes empreiteiras como responsáveis.

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Acredita-se que todo esse dinheiro, os mais de 200 milhões de reais, ainda sejam a 'ponta do iceberg' sobre todo esse escândalo envolvendo a Petrobrás e outros. No ano de 2005, foi provado que o 'mensalão' obteve mais de 56 milhões de reais em propinas repassadas aos parlamentares dos aliados do Presidente da época, Lula. O que confirma que o atual 'petrolão' tem mais do que o triplo de repasses, algo assombroso.

Um longo caminho pela frente

Pode parecer estranho e baixo esse valor de 200 milhões de reais, mas a Folha se baseou em declarações oficiais e concretas, porém, segundo estimativas do ex-gerente da Petrobrás, Pedro Barusco, que ainda não foi ao STF, mais de inacreditáveis 150 ou 200 milhões de dólares foram pagos ao PT (Partido dos Trabalhadores) e aos envolvidos pelo próprio tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.

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Se forem confirmados esses dados, a conta total pode chegar a incríveis 700 milhões de reais, que representaria diretamente mais de 10 vezes o valor total do 'mensalão'. É certo que os crimes cometidos estão sendo avaliados e comprovados, mas a muito ainda a se fazer. Os protestos e insatisfação da população são consequência do que acontece no país e, principalmente, com a Petrobrás.

A Operação Lava Jato conclui hoje um ano de investigações. Mais de 300 procedimentos diferentes foram efetuados, dando origem assim a 19 ações penais, além dos 26 inquéritos abertos no STF para investigar a conduta de 35 parlamentares, ministros, dentre outros envolvidos. #Petrobras