No depoimento marcado para hoje, dentro da CPI da #Petrobras, o ex-diretor da empresa, Renato Duque, começou informando que iria seguir a orientação de sua defesa, exercendo o direito de ficar em silêncio. Duque foi preso por suspeita de estar envolvido no esquema de corrupção que acontecia dentro da estatal. Durante a sessão, o ex-diretor respondeu a apenas três perguntas.

A primeira vez que Renato Duque decidiu falar sobre algo foi quando contou que seguiria a recomendação de sua defesa. Na ocasião, Duque disse que vai provar que os seus bens não foram comprados com dinheiro da corrupção, assim como ele teve orgulho de trabalhar na estatal. O ex-diretor também afirmou que lamenta a situação que a Petrobras está passando.

Dentre as três questões respondidas, a primeira foi sobre a informação da Revista Veja em que a mulher de Duque conheceria o ex-presidente Lula e o tesoureiro do Instituto Lula, Paulo Okamotto. O ex-diretor negou a informação, também alegando que no ano passado, Duque não foi solto da prisão por intervenção de Lula e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki.

Segundo a informação da revista, a mulher de Duque procurou Lula e Paulo Okamotto para libertarem o ex-diretor da prisão, caso contrário, o suspeito iria acusar o ex-presidente de estar participando da corrupção na Petrobras. Duque disse que apenas respondeu a questão porque a CPI queria chamar a sua mulher para esclarecimentos, o que ex-diretor entendeu como uma ameaça.

Quando o depoimento chegava a duas horas de duração, Duque respondeu à questão de que se conhecia ou não o doleiro Alberto Youssef. Novamente, o ex-diretor negou a informação. Segundo Youssef, em outro depoimento, Renato Duque recebia propinas de empresas contratadas pela Petrobras. Segundo outras informações, as propinas devem ultrapassar US$ 100 milhões.

Na terceira pergunta respondida, Duque informou que conhecia o Hotel Meridien, do Rio de Janeiro. O local era o ponto de encontros entre os participantes da corrupção, segundo o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco.

Na última questão que respondeu, o ex-diretor confirmou que o seu filho trabalhava para uma empresa contratada pela estatal. Mas negou a informação de que a empresa de seu filho teria algum envolvimento com a UTC, uma das organizações acusadas de pagar propina para conseguir contratos.O depoimento teve duração de quatro horas.

O ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, é acusado de receber propinas no tempo em que era chefe da diretoria de Serviços da Petrobras. O ex-diretor voltou a ser preso na última segunda por suspeitas de ter continuado a lavagem de dinheiro mesmo após o início da Operação Lava Jato.