Mais uma autoridade envolvida em polêmica. Como se não bastassem as muitas que se envolvem, dessa vez foi o juiz federal Alexandre Infante, de Montes Claros, Minas Gerais. Logo depois do pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, ele teve a ideia de postar em seu Twitter uma piada ironizando a "Lei do Feminicídio".

Em seu Twitter, o juiz insinua que essa lei será legislada em causa própria, pois a morte da petista é coisa certa, brincou Infante, que é tesoureiro da Associação dos Juízes federais do Brasil (Ajufe), verificado no site da entidade.

Intimidado com a repercussão que a piada teve nas redes sociais, Alexandre Infante recuou e preferiu apagar as postagens de sua conta no Twitter.

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Ele se queixa que foi tudo um mal entendido e pede desculpas, "Só fiz uma piada no Twitter sobre a declaração da Dilma a respeito da Lei do Feminicídio", e continua a explicação "Com tanta gente insatisfeita, o povo quer a morte de Dilma, politicamente, é claro!"

Mesmo com pedido de desculpas, o nosso juiz se sente bastante à vontade para fazer esse tipo de piada infame online, porque sabe que nada acontecerá. Alguém duvida? Dia 15 de março provavelmente ele estará marchando em outro panelaço.

A aprovação da lei deixa o Brasil como o 16º país da América Latina que tem um nome próprio identificando esse tipo de violência, segundo informação da representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman. Ela diz ainda que as penas variam de 12 a 30 anos de prisão. "Temos mostrado há tempos como é importante darmos um nome a esse crime", afirmou.

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Lei do Feminicídio

O texto, que foi aprovado pelo Congresso e sancionado nesta segunda-feira (9), torna o crime de feminicídio hediondo. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto. O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) realizou pesquisa em 2013 e ficou confirmado um total de 16,9 mil feminicídios de 2009 a 2011, o que significa uma taxa de 5,8 casos para cada 100 mil mulheres.

Dilma disse, "Em briga de marido e mulher, todos devem meter a colher sim, se com isso pudermos evitar um assassinato". #Governo