Há quem diga que petistas e conhecidos grupos apoiadores do governo e do Partido dos Trabalhadores (PT) estão por trás das ameaças atribuídas aos chamados 'Black Blocs'. O fato é que não se espera para a próxima #Manifestação agendada para abril (12), a mesma atitude pacífica que se viu no último domingo.

O que se viu nas ruas foi a participação de grupos de famílias carregando crianças e idosos, circulando tranquilamente durante os protestos. As imagens mostradas em todas as redes de televisão e nos jornais dão conta de um ato que ocorreu na mais perfeita harmonia. O que se espera para a próxima manifestação é diferente.

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Já nesta terça-feira (17), começaram a se espalhar pelas redes sociais boatos de atos de #Violência premeditados e promessas de quebra-quebra geral.

Mas afinal, quem está por trás das ameaças?

Na página Black Blocs Brasil, no Facebook, há críticas ao protesto do dia 15, alertando: "Muita atenção ao que vamos pedir... Agirão como zumbis dos partidos e da mídia... Estão indo para a rua do modo certo, mas pelo motivo errado". Até o momento, nada a respeito do próximo protesto popular. Já os Black Blocs RJ Zona Sul, a quem até agora foi atribuída a ameaça, não colocaram na rede social nenhum comentário sobre o que está por acontecer.

Pode haver uma outra forma de comunicação, ou ainda, que somente participantes do grupo tenham acesso a combinações para agendar suas ações. Porém, nada indica que esses grupos pretendam agir.

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Se pretendessem, por que nada fizeram durante a manifestação anterior? A constatação é de que não se sabe quem estaria por trás das ameaças. O que parece claro, é que tais ameaças pretendem esvaziar o movimento, amedrontando aqueles que têm a intenção de participar.

Aparentemente o que pode mudar essa disposição é o próprio governo. Caso seja colocado em prática o que foi anunciado em discursos, que não convenceram e ficaram com jeito de pedidos de desculpas, tanto o movimento dos contras, quanto dos que ameaçam agir com violência, podem ficar esvaziados. Palavras a favor do diálogo e da democracia, devida punição aos corruptos e maior rigor nas apurações de atos de corrupção, assim como a reforma política, até agora não passam de promessas.

A pergunta que fica é: a quem interessa esvaziar o movimento?