Thomas Traumann pediu demissão do Ministério da #Comunicação Social nessa quarta-feira (25). Na semana passada foi divulgado um documento em que a Secom (Secretaria de Comunicação Social) faz críticas ao sistema de comunicação utilizado pelo governo, fazendo uso de robôs na rede a fim de disseminar dados favoráveis ao Planalto nas redes sociais. Essa seria uma estratégia para diminuir a repercussão da aprovação de apenas 13% do governo, bem como da insatisfação constante da população demonstrada em redes sociais e sites de notícias.

O governo federal confirmou a saída de Traumann, mas não se pronunciou a respeito do substituto da pasta.

Publicidade
Publicidade

A saída do ministro era esperada, uma vez que o documento citado deixava claro uma crítica negativa sobre o governo de Dilma diante da crise política e econômica atual, citando inclusive um "caos político". Durante o período de divulgação do documento, em 17 de março, Traumann encontrava-se de férias. O material divulga ainda o uso dos mesmos robôs durante a campanha política pela reeleição de Dilma Rousseff.

As páginas do documento de responsabilidade de Thomas Traumann mostram a conclusão de que os eleitores do PT permanecem acomodados, brigando com um celular na mão (referência as redes sociais), enquanto a oposição bate panelas e sai às ruas pedindo mudanças. Sendo assim, segundo o material, será difícil virar o jogo que se instaurou no país.

Por fim, o material em questão afirma que, apesar de ser difícil virar o jogo político, entende a entrevista da presidente, no último dia 16 de março, como uma forma de dar um pontapé inicial nas mudanças, pois, segundo o levantamento da Secom, Dilma demonstrou "firmeza em seu compromisso com a democracia, além de admitir falhas no Fies."

Vale salientar que com as novas regras do Fies, milhões de estudantes do nível superior podem ficar sem estudar.

Publicidade

Dentre as mudanças, todo interessado em se inscrever no Fies, além de preencher os requisitos básicos já existentes, precisam fazer a prova do ENEM e obter nota igual ou superior a 450. As mudanças tem sido muito criticadas nas ruas, tanto pela população, quanto pela oposição.