O ministro da #Educação, Cid Gomes, após discutir com deputados, abandonou a Câmara durante a sessão nesta tarde (quarta-feira, 18/03), se dirigiu ao Palácio do Planalto e pediu demissão do cargo à presidente Dilma, que aceitou.

Durante a sessão o ministro declarou que os deputados "oportunistas" devem sair do governo, esta declaração criaria dificuldades ao governo, nas palavras do ministro "A minha declaração na Câmara, é óbvio que cria dificuldades para a base do governo. Portanto, eu não quis criar nenhum constrangimento. Pedi demissão em caráter irrevogável."

Eduardo Cunha, presidente da Câmara, diz que não há condições de prosseguir com uma sessão que tem 71 parlamentares inscritos e um ministro que não parece disposto a colaborar.

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E. Cunha diz que haverá um processo do Parlamento contra Cid Gomes e também um em seu nome. "Não se pode permitir que alguém não apenas agrida essa Casa, como ainda volte aqui e reafirme as ofensas".

Foi anunciado que aquele que irá dirigir o Ministério da Educação por tempo indeterminado será Luiz Cláudio Costa, este já foi presidente do Inep e secretário executivo do MEC.

Posteriormente a nota oficial foi divulgada: "O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidente Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta."

Após sua demissão, Cid Gomes tomou uma posição a favor de Dilma, elogiando-a e fazendo declarações em prol da presidente: "O que a Dilma está fazendo é limpar o governo do que está acontecendo de corrupção.

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Essa crise de corrupção é uma crise anterior a ela. Ela está limpando e não está permitindo isso. Ela está mudando isso. E isso, óbvio, cria desconforto", disse ele. "Vocês viram quantos deputados do PP recebiam mensalidade de um diretor da Petrobras? Isso é que era a base do poder e ela está mudando isso" após citar a lista dos investigados da Operação Lavo Jato.

O ministro disse lamentar pela educação por estar deixando o cargo num momento como este: "Lamento muito. Agradeço, mas estou aqui entregando o cargo de ministro. [...] Estou feliz. Lamento pela educação do Brasil, porque tem muito o que fazer e eu estava entusiasmado. Mas, enfim, a conjuntura política impede a minha presença", disse.

A Sessão

O ministro foi criticado por um longo tempo na Câmara, essa ofensa se deu após o ministro afirmar que alguns deputados deveriam "largar o osso".

Uma convocação vinda dos deputados para Cid Gomes, declaração motivada pelo que foi dito por Cid Gomes em uma palestra, este disse que a Câmara possui "400 deputados, 300 deputados" que "achacam".

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Depois de perceber as consequências de sua declaração, o ministro tentou justificar-se dizendo que era uma opinião pessoal sua e não como ministro, diante disso ele começou a receber críticas de parlamentares presentes. Diante das críticas, o ministro alterou o tom e chegou ao ponto de apontar o dedo ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

"Eu fui acusado de ser mal educado. O ministro da Educação é mal educado. Eu prefiro ser acusado por ele [Eduardo Cunha] do que ser como ele, acusado de achaque, que é o que diz a manchete da Folha de São Paulo", disse Cid Gomes. Diante das declarações feitas por Cid, os deputados pediram a demissão do ministro, que deixou o plenário.