O ministro do Superior Tribunal Federal, Teori Zavascki, arquivou o pedido que solicitava que a presidente #Dilma Rousseff fosse investigada na operação '#Lava Jato'. O pedido era do PPS e a fundamentação do ministro para o indeferimento do pedido foi que a petição não continha um representante legal para que o pedido tivesse validade.

Como não havia a assinatura de um advogado na petição, o ministro entendeu que não houve preenchimento dos requisitos legais para o agravo regimental e o indeferiu. Após a divulgação da lista dos investigados na nona fase da operação, comandada pela Polícia Federal, todos os pedidos contra o governo Dilma passaram a ser arquivados.

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Um dos casos é o do Impeachment, do qual Eduardo Cunha havia se mostrado contrário, mas que poderia colocar em pauta para votação se o "Brasil" se manifestasse a respeito. Após seu nome ser relacionando na lista de investigados, o presidente da Câmara dos Deputados informou que os pedidos são inconstitucionais e vai arquivá-los.

A atual lista tem sido uma incógnita para quem acompanha o caso, uma vez que, muitos parlamentares acusam o governo de ter escolhido os nomes citados. Diferentes veículos de comunicação divulgaram na última semana que Dilma queria que Aécio Neves fosse colocado entre os investigados e que ficou decepcionada por isso não ter ocorrido por total falta de provas ou evidências que envolvam seu nome.

Quanto ao indeferimento de Teori Zavascki, o mesmo entendeu também que não há "indícios" do envolvimento direto ou indireto da Presidente da República no caso do 'petrolão'.

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Também argumentou que ela não pode ser investigada por fatos que tenham ocorrido antes de ser eleita presidente. Após a decisão do ministro, o PPS entrou com um recurso pedindo a investigação de Dilma, alegando que o impedimento constitucional de não investigar um Presidente da República não se aplica a fase pré processual.

Vale ressaltar que, em depoimento de delação premiada, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou ter recebido pedido de repasse de R$ 2 milhões do caixa do PP para financiar a campanha de Dilma em 2010. O pedido milionário, segundo Paulo Roberto, foi feito por Antonio Palocci, ex-ministro da fazenda e coordenador da campanha de Dilma em 2010. Com base nesses mesmos depoimentos, Palocci será investigado pela Justiça Federal.