A Justiça Federal autorizou que três presos temporários da investigação #Lava Jato fossem libertados. As prisões temporários dos suspeitos tinham validade até ontem (20). Os presos Sônia Mariza Branco, Dario Teixeira Alves e Lucélio Góes haviam sido detidos durante a 10ª etapa da Operação. Os três são suspeitos de corrupção, lavagem e desvio de dinheiro da Petrobras. As libertações aconteceram ainda ontem.

Nessa fase, que é a mais recente, outras duas pessoas também haviam sido presas: o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Souza Duque e o empresário Adir Assad. Porém, os dois suspeitos tiveram prisões preventivas, ou seja, sem data para serem liberados.

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O juiz Sergio Moro, que autorizou os documentos de libertação dos suspeitos, disse que existem indícios de participação dos suspeitos na lavagem de dinheiro, mas que a prisão preventiva deve ser dada para aqueles que tenham participação maior no crime. Porém, mesmo soltos, os três indiciados devem estar presentes em todas as etapas do processo, além de não poderem mudar de endereço, deixar a atual residência por mais de 30 dias e não podem deixar o país sem autorização.

Os Suspeitos

Dois dos três suspeitos libertados são apontados como "laranjas", ou seja, pessoas contratadas para intermediar uma negociação ilegal. Do outro lado, o terceiro suspeito é apontado como um dos operadores do que esquema de corrupção.

O suspeito Lucélio Góes é apontado como um dos operadores, junto com seu pai, Mário Góes.

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Mário Góes foi preso ainda em fevereiro do ano passado, por controlar o esquema dentro da empresa catarinense Arxo. Os outros dois suspeitos, Sônia Marisa Branco e Dario Teixeira Alves são indicados como "laranjas" do crime, mas ligados ao empresário e outro operador do esquema, Adir Assad.

O procurador do Ministério Público Federal, Roberson Pozzobon, informou que os três tinham grande participação no esquema investigado pela Operação Lava Jato, onde mantinham contato com os corruptores e ajudavam a por o esquema em prática. Ainda segundo o procurador, os "laranjas" era responsáveis por receber dinheiro originado de desvio.