A política brasileira anda quente. Os oposicionistas inflamam a população que é contra a situação, citando exemplos de corrupção nos últimos 13 anos. Essas pessoas vêm seu dinheiro sendo roubado e resolvem protestar contra esse #Governo. Até aí tudo democrático (exceto a corrupção). O "porém" fica na divisão de classes que está sendo montada por governantes e alguns civis.

É isso que tem acontecido nos últimos meses. Um país dividido, o que fortalece a democracia, mas a forma que está sendo feita é prejudicial para toda a população e vantajoso para alguns políticos que habitam Brasília.

No dia 13 aconteceram as primeiras manifestações, lideradas por movimentos e sindicatos trabalhistas.

Publicidade
Publicidade

Pediam reforma política, fim da corrupção, melhora nos direitos trabalhistas e a permanência do atual governo. Essa última, com o argumento de que o impeachment da Presidente seria um "Golpe" apesar de ser constitucional, portanto democrático no território brasileiro.

No domingo (15) as pessoas que querem a saída de Dilma foram às ruas. Sem liderança nomeada, mas aparentemente com alguns grupos como "Vem pra rua", "Fora Dilma" e "Revoltados online". Além da queda da Presidente queriam a de Michel Temer e novas #Eleições, outros um pouco mais radicais pediram "intervenção militar".

Os protestos juntaram muita gente, principalmente na Avenida Paulista, mas aconteceram em diversos estados. O número exato de pessoas presentes nunca será divulgado de forma precisa, mas a diferença que existe das que as autoridades e institutos de pesquisas falam, com as dos organizadores é gritante. 

Ao invés de olhar de forma positiva, as pessoas tentam diminuir o protesto que não condiz com suas ideias.

Publicidade

Como por exemplo, "na sexta as pessoas que estavam lá ganharam dinheiro ou comida para fazer número", como o protesto foi liderado por sindicatos trabalhistas alguns falavam "se são trabalhadores porque estão protestando em plena sexta-feira". Já os que são contra o protesto de domingo falam, "são os coxinhas", "filhinhos de papai".

Os dois grupos têm suas contradições, mas o brasileiro tem que tentar entender o que querem de positivo e assim, juntos mudar o Brasil. É difícil acreditar em um trabalhador pedindo para que a Dilma continue no poder, sendo que o desemprego aumentou no último trimestre do ano passado, o acesso ao seguro-desemprego foi dificultado, o financiamento estudantil através do FIES ganhou barreiras maiores, assim como também não dá para entender pessoas pedindo a volta do Governo Militar.

Analisando as exigências o que podemos tirar de bom é o impeachment da Presidente, já que ele está na nossa constituição e seria pedido por "improbidade administrativa". Nada foi provado contra Dilma, mas tudo o que já roubaram durante o seu governo, o brasileiro não acredita que realmente ela não soubesse de nada.

Publicidade

Com a queda da presidente e seu vice, Michel Temer, até o final de 2016, aconteceriam novas eleições e assim quem sabe o eleito teria coragem de pedir a tão esperada reforma política, que não teve apoio popular ano passado, portanto não virou pauta na Câmara dos Deputados nem no Senado.

Com a reforma muitas coisas seriam modificadas na nossa política. A principal seria o fim do financiamento partidário, que nada mais é que a introdução de dinheiro particular em campanhas políticas - o que faz com que a corrupção aconteça. Afinal de contas, quem irá investir em algo sem esperar retorno?

O que todo brasileiro tem que entender é que são todos iguais e devem lutar pelo seu país.Esquecer que um é "rico" e outro é "pobre", fazer com que todos tenham os mesmos direitos em uma sociedade desigual e torná-la mais igualitária.