Na próxima terça-feira (3), a lista de políticos envolvidos nos escândalos de #Corrupção da #Petrobras será entregue ao Supremo Tribunal Federal. A comunidade política está ansiosa pela revelação da lista, que deve conter, pelo menos, o nome de 35 políticos.

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, é responsável pela investigação que resultou na lista de políticos envolvidos em corrupção. Também será ele que fará a abertura de inquéritos, em que estarão como atores principais os deputados e senadores.

O Palácio do Planalto já se pronunciou em relação aos desdobramentos da Operação Lava Jato e sua interferência nas atividades do Congresso, ao qual as investigações podem engessar as suas rotinas.

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As investigações afetam diretamente os parlamentares, e podem causar interferência nas decisões que devem ser tomadas no dia a dia.

Segundo Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e também o principal delator da Operação Lava Jato, em seu depoimento foram citados entre 35 e 40 políticos envolvidos nos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, contudo, os nomes ainda não foram revelados.

Caso as denúncias sejam realmente confirmadas, os deputados podem responder a processos no Conselho de Ética e terem seus mandatos cassados. Contudo, para que realmente aconteça a perda ou não do mandato, o colegiado fará a análise do processo e, posteriormente, será submetido a voto.

A quebra de sigilo bancário e fiscal dos políticos envolvidos nos casos de corrupção será feita pro Janot, que também irá requerer do Supremo Tribunal Federal que quebre o sigilo de todas as movimentações, se inserindo procedimentos contra senadores e deputados.

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Em um primeiro momento, alguns nomes já se projetam como possíveis parlamentares presentes na temida lista, e os delatores já citaram nomes como o de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e o novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Mas todos os possíveis associados à denúncia negam qualquer tipo de envolvimento ao esquema de corrupção na estatal.