Para cumprir as metas do superávit primário (ou seja, obter resultado positivo após contabilização de despesas e receitas do governo), a presidente Dilma indicou que o orçamento 2015 do Brasil terá contingenciamento (retardamento de recursos) significativo. Rousseff afirmou este fato em evento no Rio Grande do Sul, na sexta-feira (dia 20 de março).

Não se pode ignorar o fato de que este anúncio pegou certos analistas de surpresa, afinal, a afirmação ocorreu na semana que o Orçamento Geral da União foi aprovado no Congresso Nacional.

A presidenta tem esperança de atingir a casa de 1,2% no superávit primário em 2015.

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Dilma afirmou que após a sanção entra em prática um processo incumbido de reduzir gastos públicos progressivamente, cuja aprovação pode ocorrer em breve!

Dilema do orçamento 2015 e Dilma

Dilma apontou em público que a "reforma ministerial representa a panaceia" do orçamento (ao dizer "panaceia" a presidente fez alusão à deusa grega da cura). Interessante notar que Rousseff cita o termo "reforma ministerial" poucos dias após o Ministro da Educação abandonar seu cargo, depois de debate intenso na Câmara dos Deputados.

Apesar da obrigação em aprovar o orçamento em dezembro (para vigorar desde o primeiro dia de 2015), apenas após três meses ocorreu a aprovação. Enquanto o público esperava as metas orçamentárias os votos eram adiados diversas vezes, na velha burocracia política. O governo pretende usar "1/12 avos" do orçamento 2015 para custear despesas permanentes até a sanção oficial.

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Estimulada por planos para contingenciamento do orçamento 2015, de modo aparente a presidente atuou em defesa de maior rapidez à aprovação. Por causa da anuência a sociedade pode melhorar sua situação econômica atual e viver com menos restrições, disse #Dilma Rousseff.

Os remanejamentos trazem cortes de R$ 2,67 bilhões na proposta inicial. Dilma terá um grande desafio ao superávit primário em 1,2% do PIB 2015 (R$ 66 bilhões, aproximadamente), afinal, grande parte dos especialistas é cética considerando o rombo recorde de quase R$ 33 bilhões em 2014.